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Caso Ágatha e Allan: Interpol entra nas buscas após resgate de 163 crianças nos Estados Unidos

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
há 17 horas
3 min de leitura

Irmãos de 6 e 4 anos estão desaparecidos desde janeiro no Maranhão; família aguarda confronto de DNA após informação de que uma criança encontrada nos EUA pode ter características compatíveis com Allan.


Ágatha e Allan (Foto: Reprodução)
Ágatha e Allan (Foto: Reprodução)

Uma nova frente de investigação reacendeu a esperança da família dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro deste ano em Bacabal, no Maranhão. A Polícia Federal e a Interpol passaram a atuar na cooperação internacional relacionada ao caso após uma grande operação realizada nos Estados Unidos resgatar 163 crianças e adolescentes em situação de desaparecimento, abuso, negligência ou exploração.


A operação, denominada Statewide Shield, foi realizada entre os dias 17 e 21 de agosto, na Flórida. Os menores encontrados tinham idades entre dois meses e 17 anos. A ação alcançou diferentes regiões norte-americanas e contou com cooperação internacional.


A repercussão da operação chamou a atenção da família dos irmãos maranhenses diante da possibilidade de haver crianças ainda em processo de identificação. O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal entrou em contato com a defesa da família e colocou ferramentas da Interpol à disposição para auxiliar nas buscas e em uma eventual repatriação, caso Ágatha ou Allan sejam encontrados fora do Brasil.


Nesta quarta-feira (9), a mãe das crianças, acompanhada da advogada Nathaly Moraes, também apresentou à Polícia Federal um pedido para inclusão dos irmãos na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional utilizado para ajudar na localização de pessoas desaparecidas, especialmente quando existe a possibilidade de estarem em outro país. O pedido ainda depende de análise e dos procedimentos necessários para eventual encaminhamento à organização internacional.


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Possível pista sobre Allan


Uma informação divulgada após reunião realizada nesta quarta-feira aumentou ainda mais a expectativa da família. Segundo a advogada Nathaly Moraes, há um indicativo de que uma criança localizada nos Estados Unidos possa ser Allan.


A identificação, entretanto, não está confirmada. A próxima etapa deverá envolver a coleta de material genético da mãe, Clarisse Cardoso, para confronto com o DNA da criança encontrada nos Estados Unidos. Somente o resultado desse procedimento poderá confirmar ou descartar a possibilidade.


A mãe relatou ter observado semelhanças entre o filho e uma criança vista em fotografias, mas reconheceu que não é possível afirmar que se trata de Allan apenas pelas características físicas. A família, portanto, aguarda os procedimentos oficiais de identificação.


As autoridades também trabalham no cruzamento de informações e fotografias das crianças desaparecidas com os dados disponíveis internacionalmente. O Consulado Brasileiro acompanha as tratativas relacionadas à identificação dos menores encontrados durante a operação nos Estados Unidos.


Interpol entra nas buscas (Foto: Reprodução)
Interpol entra nas buscas (Foto: Reprodução)

Desaparecidos desde janeiro


Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Na ocasião, os irmãos estavam acompanhados de um primo, de 8 anos.


O primo também desapareceu, mas foi localizado com vida três dias depois. Desde então, uma grande mobilização envolvendo forças de segurança, militares, equipes especializadas e voluntários foi realizada na tentativa de encontrar Ágatha e Allan.


Oito meses depois do desaparecimento, o paradeiro dos irmãos continua desconhecido.


Apesar da nova linha de cooperação internacional e da possibilidade levantada em relação à criança localizada nos Estados Unidos, não existe, até o momento, confirmação oficial de que Allan ou Ágatha estejam entre os 163 menores resgatados. Também não está comprovado que o desaparecimento dos irmãos tenha relação com tráfico internacional de pessoas.


A participação da Polícia Federal e o apoio da Interpol representam, porém, uma nova frente para o cruzamento internacional de informações e podem ampliar significativamente o alcance das buscas.


Enquanto os procedimentos de identificação avançam, a família permanece na expectativa pelo resultado do confronto genético e por informações que possam finalmente esclarecer o desaparecimento de Ágatha e Allan.

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