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Caso Giovanna: Polícia Civil indicia quatro médicos após morte de empresária

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
3 de set.
2 min de leitura

Inquérito sobre a morte de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, aponta responsabilidades no atendimento após cirurgias plásticas; laudo do IML indicou choque hemorrágico associado à síndrome compartimental abdominal.


 Empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos  (Foto: Reprodução)
 Empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Pará concluiu o inquérito que investigava a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, e indiciou quatro médicos que participaram, em diferentes momentos, dos procedimentos e do atendimento prestado à paciente. A jovem morreu no dia 8 de agosto, após apresentar complicações no pós-operatório de uma série de cirurgias plásticas realizadas em um hospital particular de Belém. As conclusões da investigação foram apresentadas nesta sexta-feira (4), durante entrevista na Delegacia-Geral da Polícia Civil.


De acordo com a investigação, o cirurgião plástico André Melo, responsável pelos procedimentos realizados em Giovanna, foi indiciado por homicídio culposo majorado e falsidade ideológica. O anestesista César Collyer também foi indiciado por homicídio culposo majorado. A responsabilização, nesta fase, representa a conclusão da autoridade policial a partir dos elementos reunidos no inquérito e não equivale a uma condenação judicial.


Também foram indiciados dois médicos que atuavam nos plantões do hospital durante o período em que o quadro clínico da empresária se agravou. Segundo as informações divulgadas sobre a conclusão do inquérito, Marcelo Antony Dantas, responsável pelo plantão da madrugada, e Aline Kzam, que atuava no plantão da manhã, tiveram suas condutas analisadas individualmente pela Polícia Civil.


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A apuração levou em consideração depoimentos de profissionais e familiares, documentos médicos, o prontuário hospitalar e exames periciais. Antes da conclusão do caso, a família havia apontado que o prontuário, com mais de 180 páginas, registrava a evolução do quadro clínico de Giovanna, os horários em que profissionais teriam sido acionados e alterações nos sinais vitais apresentadas durante o pós-operatório.


Giovanna havia sido submetida a procedimentos que, segundo informações da família, incluíram abdominoplastia, lipoaspiração, colocação de prótese mamária e enxerto de gordura nos glúteos. Após retornar ao quarto, a empresária teria começado a apresentar dores intensas e alterações clínicas ao longo da madrugada. O quadro se agravou nas horas seguintes, e a paciente sofreu paradas cardiorrespiratórias antes de morrer.


Um dos elementos considerados fundamentais para o avanço da investigação foi o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML). O documento apontou como causa da morte um choque circulatório irreversível decorrente da associação entre choque hemorrágico e síndrome compartimental abdominal. A perícia descreveu uma grave hemorragia pós-operatória nos tecidos da parede abdominal, além do aumento crítico da pressão na cavidade abdominal.


Polícia Civil indicia quatro médicos após morte de empresária (Foto: Reprodução)
Polícia Civil indicia quatro médicos após morte de empresária (Foto: Reprodução)

No caso de André Melo, a Polícia Civil também apontou possível falsidade ideológica relacionada às informações registradas no prontuário médico.


Conforme divulgado após a conclusão do inquérito, a investigação sustenta que teria sido inserida informação de que o cirurgião participou de um procedimento realizado no dia da morte da paciente, circunstância que teria sido confrontada com depoimentos colhidos durante a apuração.


Com o encerramento da investigação policial e os indiciamentos, o procedimento segue para as etapas posteriores da persecução penal. Caberá ao Ministério Público analisar o conjunto de provas e decidir sobre as providências cabíveis, inclusive eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

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