Criança de 2 anos fica com ferimentos no rosto dentro de creche em Belém; PC investiga
Família afirma que menino sofreu diversos ferimentos enquanto estava na instituição, no bairro do Marco; creche diz que lesões foram provocadas por outra criança durante período sem supervisão.

Uma criança de 2 anos ficou com diversos ferimentos no rosto e em outras partes do corpo após um episódio ocorrido dentro de uma creche particular localizada no bairro do Marco, em Belém. O caso aconteceu na segunda-feira (28) e foi denunciado pela família à Polícia Civil, que iniciou investigação para esclarecer as circunstâncias em que o menino foi machucado.
Segundo o pai da criança, Wendel Brandão, a família recebeu inicialmente uma comunicação da instituição informando que havia ocorrido um "pequeno acidente". Ao chegar à creche, porém, ele encontrou o filho com várias marcas e ferimentos no rosto.
A criança frequenta a instituição desde os primeiros meses de vida e, conforme os familiares, já estava adaptada à rotina da creche. A quantidade de lesões levou os pais a questionarem como o episódio aconteceu e por quanto tempo o menino teria permanecido sem a supervisão de um adulto.
Creche diz que ferimentos foram causados por outra criança
A versão apresentada pela instituição à família é de que os machucados teriam sido provocados por outra criança, também durante o período em que os alunos estavam no espaço utilizado para dormir.
Segundo a creche, o menino teria permanecido sem supervisão por aproximadamente dois minutos, intervalo em que teriam ocorrido mordidas e arranhões.

A instituição nega que funcionários tenham agredido a criança. Também informou que, após a situação ser identificada, profissionais prestaram atendimento ao menino e os responsáveis pelas crianças envolvidas foram comunicados.
A família, entretanto, questiona o tempo informado pela creche e a gravidade dos ferimentos apresentados pelo menino.
Família cobra acesso às imagens
Para tentar esclarecer exatamente o que ocorreu, o pai solicitou acesso às gravações das câmeras de segurança da instituição.
Segundo Wendel, o pedido foi formalizado por e-mail. A família afirma que, inicialmente, não recebeu uma cópia das gravações e foi informada de que poderia comparecer à instituição para visualizar o material.
Imagens do circuito interno posteriormente divulgadas por veículos de comunicação mostram duas crianças no ambiente e registram uma delas mordendo e arranhando a outra. As gravações também indicam ausência de supervisão adulta imediata naquele momento.
Mesmo diante das imagens, a investigação deverá esclarecer, entre outros pontos, quanto tempo as crianças permaneceram sem acompanhamento, as circunstâncias que permitiram a ocorrência dos ferimentos e quais providências foram adotadas pela instituição.
Criança passou por atendimento e perícia
Após o episódio, o menino foi levado para atendimento médico. A família relatou que a criança apresentou dificuldades para se alimentar após o ocorrido.
A criança também foi submetida a exame de corpo de delito pela Polícia Científica do Pará. O resultado pericial deverá ser encaminhado à Polícia Civil e integrar a investigação.

A perícia será importante para documentar tecnicamente as lesões e auxiliar as autoridades na apuração das circunstâncias do caso.
Polícia Civil investiga o caso
A ocorrência foi registrada na unidade especializada da Polícia Civil responsável pelo atendimento de crianças e adolescentes.
No decorrer da investigação, a polícia solicitou à creche as imagens das câmeras de segurança e funcionários devem ser ouvidos para esclarecer a dinâmica do episódio.
A apuração deverá verificar como o menino ficou sem supervisão, durante quanto tempo isso ocorreu e se houve eventual responsabilidade decorrente da ausência de acompanhamento adequado das crianças.
Até o momento, não há conclusão oficial da investigação sobre eventual responsabilidade criminal.
A creche afirma que está colaborando com a apuração e prestando assistência à família.
Por envolver crianças, a identidade e outras informações capazes de identificar os menores devem ser preservadas.



Comentários