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Governo do Pará decreta alerta por risco de seca, queimadas e calor extremo

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
26 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 27 de ago.

Governo decreta alerta climático por 180 dias diante do avanço do El Niño; redução das chuvas, incêndios florestais e falta de água estão entre os principais riscos.


Queimadas no sul do Pará — Foto: Sandro Paukoski
Queimadas no sul do Pará — Foto: Sandro Paukoski

O Governo do Pará declarou situação de alerta climático e ambiental em todo o Estado diante das projeções relacionadas ao avanço do fenômeno El Niño. A medida tem caráter preventivo e busca preparar o poder público para um cenário de seca, estiagem, queimadas, ondas de calor e redução da disponibilidade de água.


O alerta foi estabelecido por decreto estadual e terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado caso as condições climáticas adversas persistam ou se agravem. A medida não representa, neste momento, situação de emergência ou estado de calamidade pública.


El Niño aumenta preocupação na Amazônia


As projeções meteorológicas para os próximos meses apontam para intensificação do El Niño. Monitoramento divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente indica possibilidade de o fenômeno atingir intensidade forte ou muito forte, com redução das chuvas em áreas da Região Norte e temperaturas acima da média. O período entre agosto e outubro também apresenta maior risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia.


No Pará, entre os principais riscos considerados pelo governo estão a diminuição das chuvas, estiagens prolongadas, redução da disponibilidade hídrica, incêndios florestais, ondas de calor e piora da qualidade do ar em decorrência da fumaça.


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Estado prepara ações emergenciais


O decreto determina atuação integrada de diferentes órgãos estaduais nas áreas de meio ambiente, Defesa Civil, saúde e combate aos incêndios.


Entre as medidas previstas estão o reforço das brigadas de combate a incêndios florestais, implantação de estruturas para captação e armazenamento de água, fornecimento emergencial de água potável e alimentos, formação de estoques de medicamentos e insumos e ações de proteção à saúde diante da fumaça e das temperaturas extremas.


Também estão previstas medidas de apoio à agricultura familiar e à pesca artesanal, atividades que podem sofrer impactos diretos com períodos prolongados de seca.


A atenção deverá ser ampliada para populações consideradas mais vulneráveis, entre elas povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.


Queimadas no Sul do Pará (Foto: Reprodução)
Queimadas no Sul do Pará (Foto: Reprodução)

Seca já preocupa em áreas do Pará


Dados recentes do Cemaden reforçam o cenário de atenção. O monitoramento referente a julho de 2026 apontou intensificação das condições de seca em áreas da Amazônia Legal, incluindo territórios indígenas, assentamentos rurais e unidades de conservação localizadas no Pará.


Além das medidas imediatas, o decreto prevê a elaboração do Plano Estadual de Adaptação à Mudança do Clima, que deverá estabelecer estratégias de longo prazo para preparar o Pará para eventos climáticos extremos.

Com o alerta em vigor, o Estado busca antecipar ações antes que os impactos mais severos do El Niño atinjam a população, os rios, a produção rural e as áreas de floresta.

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