Câmeras flagram agressão a gato e homem é preso em flagrante pela Polícia Civil no Marajó
Imagens levaram à prisão do suspeito, que confessou a agressão; gato ficou ferido após o ataque.

A Polícia Civil do Pará prendeu em flagrante, na manhã desta segunda-feira (13), um homem suspeito de praticar maus-tratos contra um gato no município de Muaná, no Arquipélago do Marajó. A ação contou com o apoio da Guarda Municipal e ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança que registraram toda a agressão.
De acordo com a investigação, a tutora do animal, moradora do Distrito de São Miguel do Pracuúba, zona rural de Muaná, acessou as imagens do sistema de monitoramento instalado em frente à residência e identificou o momento em que o suspeito, identificado pelas iniciais MARCIEL C. d. S., segura o gato pela cabeça e o arremessa violentamente contra o chão.
Abalada com a cena, a proprietária procurou imediatamente a Delegacia de Polícia para denunciar o crime. Segundo ela, após a agressão, o animal passou a apresentar comportamento arisco, dificuldades para caminhar e lesões na região do rosto.
Com base nas informações e nas imagens, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências ininterruptas e conseguiram localizar o suspeito poucas horas depois. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Muaná para os procedimentos legais.
Durante o interrogatório, o investigado confessou a agressão e afirmou que havia ingerido bebida alcoólica, alegando ter cometido o ato "sem pensar". A justificativa, no entanto, não afasta a responsabilização criminal.
O homem foi autuado pelo crime de maus-tratos qualificado contra animal doméstico, previsto no artigo 32, § 1º-A, da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.
Após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, o suspeito permaneceu custodiado e encontra-se à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça a importância da denúncia de casos de maus-tratos contra animais e destaca que imagens, fotografias e testemunhos são fundamentais para a responsabilização dos autores.




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