Intolerância Religiosa: homem quebra carrinho das Testemunhas de Jeová em Tomé-Açu
Mulheres realizavam trabalho voluntário de evangelização quando, segundo a denúncia, tiveram o carrinho de publicações danificado.

Um episódio que gerou forte indignação entre moradores do distrito de Quatro Bocas ocorreu na última quarta-feira (15). Duas irmãs, integrantes das Testemunhas de Jeová, afirmam ter sido vítimas de um ataque enquanto realizavam trabalho voluntário de evangelização em frente à parada de ônibus da Avenida Dionísio Bentes, nas proximidades da agência do Bradesco, em uma das áreas mais movimentadas do distrito.
Segundo o relato das vítimas, elas utilizavam um carrinho para exposição de publicações religiosas quando um homem, já identificado pelas autoridades, teria chegado ao local apresentando comportamento agressivo.
De acordo com a denúncia, o suspeito passou a ofender verbalmente as duas mulheres, danificou o carrinho utilizado na atividade religiosa e causou momentos de tensão entre as pessoas que estavam nas proximidades. Ainda conforme testemunhas, uma terceira pessoa que tentou intervir para acalmar a situação também teria sido agredida.
Toda a ação teria sido registrada por câmeras de segurança instaladas nas imediações, cujas imagens poderão auxiliar a Polícia Civil na apuração dos fatos e no esclarecimento da dinâmica do ocorrido. Após o episódio, as vítimas compareceram à unidade da Polícia Civil e registraram um Boletim de Ocorrência.
A Constituição Federal assegura a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos, garantindo a todos o direito de professar sua fé sem sofrer violência, intimidação ou discriminação. Eventuais atos de intolerância religiosa podem ensejar responsabilização criminal, conforme a legislação vigente, desde que comprovados no curso da investigação.
O caso repercutiu entre moradores de Quatro Bocas, que manifestaram preocupação com o episódio ocorrido em plena via pública durante o exercício pacífico de uma atividade religiosa.
A Polícia Civil deverá ouvir as partes envolvidas, analisar as imagens das câmeras de segurança e os demais elementos de prova reunidos durante a investigação para esclarecer as circunstâncias dos fatos e adotar as medidas cabíveis.
Importante: O suspeito mencionado na ocorrência já foi identificado pelas autoridades, porém sua responsabilidade pelos fatos ainda será apurada no curso da investigação policial. Até o momento, não há decisão judicial que reconheça sua autoria, sendo assegurados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.




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