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Manoel Pioneiro é preso pela PF após saque de R$ 300 mil; investigação apura crimes eleitorais

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
1 de out.
3 min de leitura

Candidato a deputado federal está entre seis pessoas presas em flagrante; PF apura suspeitas de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e associação criminosa.


Manoel Pioneiro — Foto: Igor Mota / O Liberal
Manoel Pioneiro — Foto: Igor Mota / O Liberal

O candidato a deputado federal Manoel Pioneiro (Republicanos-PA) foi preso em flagrante durante uma ação da Polícia Federal realizada em Belém, após investigadores identificarem o saque de R$ 300 mil em espécie em uma agência bancária da capital paraense. Ao todo, seis pessoas foram detidas durante a diligência, que integra uma investigação sobre suspeitas de crimes eleitorais e lavagem de dinheiro.


A ação ocorreu na terça-feira (29) e contou com o auxílio da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento indicam que os R$ 300 mil foram repartidos entre os investigados ainda dentro da instituição financeira.


A principal suspeita investigada é de que o dinheiro poderia ter como destino a prática de corrupção eleitoral. A Polícia Federal também apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de eventuais outras infrações que possam ser identificadas durante o avanço das investigações.


Seis pessoas foram presas


Além de Manoel Pioneiro, outras cinco pessoas foram conduzidas e presas em flagrante durante a ação.


De acordo com a PF, todos os conduzidos foram autuados sob suspeita da prática de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O enquadramento ainda poderá sofrer alterações conforme novos elementos sejam reunidos e analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.


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A Polícia Federal informou oficialmente que havia um candidato das Eleições 2026 entre os seis presos. Posteriormente, Manoel Pioneiro foi identificado como um dos detidos.


O político concorre ao cargo de deputado federal pelo Republicanos no Pará nas eleições deste ano.


Investigadores acompanham movimentação de R$ 300 mil


Um dos principais pontos da investigação está relacionado à movimentação do dinheiro em espécie.


Durante as diligências, os policiais identificaram um saque no valor de R$ 300 mil realizado em uma agência bancária de Belém. Conforme a apuração divulgada pela PF, a quantia teria sido dividida entre os investigados antes mesmo de o grupo deixar a instituição financeira.


A investigação busca agora esclarecer de forma detalhada a origem dos recursos, quem realizou e autorizou a movimentação, por qual razão o dinheiro foi dividido e qual seria a destinação final dos valores.


A suspeita de corrupção eleitoral mencionada pela Polícia Federal está relacionada justamente à possível finalidade atribuída ao dinheiro. A conclusão sobre a existência ou não dos crimes dependerá, entretanto, do prosseguimento das investigações e da análise das provas.


Quem é Manoel Pioneiro


Manoel Pioneiro é o nome político de Manoel Carlos Antunes, figura conhecida da política paraense.


Antes de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, Pioneiro construiu trajetória política principalmente em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, município que administrou por diferentes mandatos.


Ele também exerceu mandatos como deputado estadual no Pará.

Nas eleições deste ano, Manoel Pioneiro disputa uma das vagas de deputado federal pelo Republicanos.


a Polícia Federal continua as diligências para esclarecer a movimentação financeira (Foto: Reprodução)
a Polícia Federal continua as diligências para esclarecer a movimentação financeira (Foto: Reprodução)

Caso será analisado pela Justiça


Após as prisões, o caso foi encaminhado para apreciação da Justiça competente, responsável por analisar a legalidade das medidas adotadas e decidir sobre a situação dos investigados.


Paralelamente, a Polícia Federal continua as diligências para esclarecer a movimentação financeira e verificar a eventual participação de outras pessoas.


Os investigadores também poderão analisar documentos, movimentações financeiras, aparelhos eletrônicos e outros elementos obtidos durante a apuração, conforme autorização judicial e os procedimentos previstos na legislação.


Até a conclusão das investigações e eventual julgamento, as imputações contra os envolvidos permanecem no campo das suspeitas investigadas, sem representar condenação definitiva.


A Polícia Federal informou que as apurações continuam e que outros delitos poderão ser identificados no decorrer das investigações.

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