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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em nome do ex-presidente.

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    SAIBA AGORA PARÁ
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Ministro do STF também solicitou informações sobre procedimentos de fiscalização dos veículos ligados à segurança do ex-presidente.


Alexandre de Moraes quer saber o motivo pelo qual o ex-presidente Jair Bolsonaro mantinha a pistola em sua residência durante a prisão domiciliar.
Alexandre de Moraes quer saber o motivo pelo qual o ex-presidente Jair Bolsonaro mantinha a pistola em sua residência durante a prisão domiciliar.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome dele durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).


De acordo com informações anexadas ao processo, a apreensão ocorreu na noite de segunda-feira (15), em um ponto de bloqueio localizado no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). Durante a abordagem, os policiais encontraram uma pistola Glock calibre 9 milímetros e um carregador sobressalente em um veículo conduzido por um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do ex-presidente.


Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, o motorista informou que a arma havia sido retirada da residência de Bolsonaro para a realização de um reparo mecânico e que seria devolvida no dia seguinte. Segundo consulta ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), do Exército Brasileiro, o armamento está registrado em nome do ex-presidente.



Na decisão, Alexandre de Moraes solicitou que a defesa esclareça os motivos pelos quais Bolsonaro mantinha o armamento em sua residência e as circunstâncias que levaram à retirada da arma para manutenção. O ministro também requisitou informações ao comandante do 19º Batalhão da PMDF sobre o cumprimento das medidas de fiscalização dos veículos que deixam a residência do ex-presidente, incluindo os utilizados por sua equipe de segurança.


Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano. O caso segue em análise no Supremo Tribunal Federal, e a defesa do ex-presidente deverá se manifestar dentro do prazo estabelecido pela Corte.


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