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Mulher é presa suspeita de comercializar medicamentos emagrecedores sem procedência

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
12 de out.
2 min de leitura

Suspeita utilizava as redes sociais para anunciar os produtos e foi presa em flagrante pela Polícia Civil, em Breves. Durante a operação, foram apreendidos frascos de medicamentos, seringas, celular e máquina de cartão.


A imagem em destaque mostra o material apreendido pela polícia com a suspeita. ( Foto: Foto: Divulgação | Ascom PCPA )
A imagem em destaque mostra o material apreendido pela polícia com a suspeita. ( Foto: Foto: Divulgação | Ascom PCPA )

Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil do Pará, suspeita de comercializar ilegalmente medicamentos emagrecedores de origem não comprovada no município de Breves, localizado no arquipélago do Marajó.


A prisão ocorreu na última sexta-feira (9), mas as informações foram divulgadas oficialmente nesta segunda-feira (12). A ação policial teve início após uma denúncia anônima apontar que a investigada estaria utilizando um perfil nas redes sociais para divulgar e oferecer à venda produtos destinados ao emagrecimento, sem comprovação de procedência.


De acordo com informações da Polícia Civil, após receber a denúncia, os agentes iniciaram diligências para apurar a possível comercialização irregular dos medicamentos. Durante a ação, os policiais localizaram diversos frascos contendo produtos utilizados para emagrecimento, além de seringas destinadas à aplicação das substâncias.


Também foram apreendidos um aparelho celular e uma máquina de cartão, equipamentos que, segundo a investigação, eram utilizados nas negociações e transações comerciais realizadas pela suspeita.


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Diante dos materiais encontrados e dos indícios identificados durante a abordagem, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante. Conforme a Polícia Civil, a conduta foi enquadrada no artigo 273, § 1º, do Código Penal Brasileiro, que trata de crimes relacionados à falsificação, adulteração e comercialização irregular de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. No caso investigado, foram apontadas as modalidades de vender, expor à venda e manter em depósito produtos destinados à comercialização.


A legislação brasileira prevê sanções severas para determinadas condutas envolvendo medicamentos falsificados, adulterados ou comercializados em desacordo com as exigências legais. O artigo 273 estabelece, em sua redação, pena de reclusão de 10 a 15 anos, além de multa, embora a definição da penalidade aplicável dependa do enquadramento específico e da análise judicial do caso.


A comercialização de medicamentos sem comprovação de origem representa uma preocupação para as autoridades sanitárias, especialmente quando envolve produtos utilizados para emagrecimento. Sem informações confiáveis sobre fabricação, armazenamento, composição e regularidade sanitária, não é possível assegurar que essas substâncias atendam aos padrões exigidos para utilização segura. O uso de medicamentos sem acompanhamento profissional também pode representar riscos à saúde, incluindo reações adversas e complicações decorrentes de dosagens inadequadas.


 Ela permaneceu custodiada na Delegacia de Polícia Civil de Breves (Foto: Reprodução)
 Ela permaneceu custodiada na Delegacia de Polícia Civil de Breves (Foto: Reprodução)

A identidade da investigada não foi divulgada pelas autoridades policiais. Após a prisão, ela permaneceu custodiada na Delegacia de Polícia Civil de Breves, à disposição da Justiça, para os procedimentos legais cabíveis. Até a divulgação das informações, não haviam sido apresentados detalhes sobre a quantidade exata de medicamentos apreendidos, a identificação dos fabricantes ou a eventual existência de compradores que tenham adquirido os produtos.


O caso reforça a importância da fiscalização sobre a comercialização de medicamentos, especialmente por meio das redes sociais, onde ofertas de produtos para emagrecimento podem alcançar um grande número de consumidores. A orientação é que a população adquira medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados, observando a necessidade de prescrição médica e as condições sanitárias exigidas pelos órgãos competentes.

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