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Novo ataque a estabelecimento aumenta tensão entre comerciantes em Tomé-Açu

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
2 de out.
3 min de leitura

Município enfrenta sequência de ataques contra pontos comerciais nas últimas semanas; novo caso registrado nesta sexta-feira (2) amplia preocupação de empresários e moradores.


Novo caso registrado nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)
Novo caso registrado nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)

TOMÉ-AÇU (PA) — A sequência de crimes contra estabelecimentos comerciais voltou a preocupar moradores e empresários de Tomé-Açu, no nordeste do Pará. Na noite desta sexta-feira (2), mais um comércio foi alvo de um ataque no município, acrescentando um novo episódio a uma série de ocorrências registradas nas últimas semanas.


O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca identificar os envolvidos e esclarecer a motivação da ação. Uma das linhas que deverá ser apurada é uma possível relação do episódio com represálias associadas à chamada “taxa do crime”, expressão utilizada para definir cobranças ilegais impostas por criminosos a comerciantes. Até o momento, porém, essa possível ligação não está oficialmente confirmada e deverá ser esclarecida no decorrer das investigações.


O novo episódio chama atenção principalmente porque não ocorre de forma isolada. Nas últimas semanas, diferentes estabelecimentos comerciais de Tomé-Açu e do distrito de Quatro Bocas foram alvos de disparos de arma de fogo, aumentando a apreensão de quem depende diariamente do comércio local para trabalhar e garantir o sustento da família.



Ataques se repetem no município


Um dos casos recentes ocorreu na madrugada de 17 de setembro, quando uma loja de conveniência localizada em um posto de combustíveis, na região comercial de Tomé-Açu, foi atingida por vários disparos. Câmeras de segurança registraram dois suspeitos em uma motocicleta passando pelo local e efetuando os tiros. O estabelecimento estava fechado e não houve registro de feridos. Os disparos atingiram a estrutura e quebraram vidros do comércio.


Aquele estabelecimento já havia sido alvo de criminosos anteriormente. Em maio, dois homens armados também chegaram em uma motocicleta, praticaram um roubo e efetuaram disparos antes de fugir. No ataque de setembro, uma possível relação com cobrança da chamada “taxa do crime” passou a ser considerada, mas a motivação não havia sido oficialmente confirmada.


Poucos dias depois, a situação voltou a chamar atenção.


No dia 24 de setembro, pelo menos três estabelecimentos comerciais foram atingidos por disparos em menos de 24 horas no município. Durante a madrugada, duas farmácias localizadas no distrito de Quatro Bocas foram alvos de tiros. Horas depois, por volta das 22h, uma barbearia em Tomé-Açu também foi atacada.


A sucessão de ocorrências passou a provocar preocupação entre comerciantes e moradores, principalmente diante da repetição de ataques direcionados contra estabelecimentos comerciais em um intervalo relativamente curto.

Agora, com mais um estabelecimento atacado nesta sexta-feira (2), cresce a preocupação sobre a sequência de ações criminosas e sobre a eventual existência de conexão entre os episódios.


No dia 24 de setembro, pelo menos três estabelecimentos comerciais foram atingidos por disparos em menos de 24 horas no município. (Foto: Reprodução)
No dia 24 de setembro, pelo menos três estabelecimentos comerciais foram atingidos por disparos em menos de 24 horas no município. (Foto: Reprodução)

Possível "taxa do crime" é investigada


Um dos pontos que deverão ser esclarecidos pela investigação é justamente se alguns desses ataques podem estar relacionados à cobrança ilegal de dinheiro de comerciantes.


A chamada “taxa do crime” funciona como uma forma de extorsão: criminosos exigem valores das vítimas e utilizam ameaças ou violência como instrumento de intimidação. Há registros anteriores em Tomé-Açu envolvendo denúncias dessa natureza, inclusive com ameaças contra comerciantes e seus familiares.


No entanto, é importante destacar que não é possível afirmar, neste momento, que todos os ataques recentes tenham a mesma autoria ou motivação. Essa eventual conexão depende da reunião de provas e do avanço das investigações.


A análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos, informações de inteligência e outros elementos obtidos durante as diligências poderá ajudar a esclarecer se existe relação entre as ocorrências.


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Comerciantes e moradores preocupados


Além dos prejuízos materiais provocados pelos ataques, a repetição dos crimes produz outro efeito: a sensação de insegurança entre quem trabalha e circula diariamente pelas áreas comerciais de Tomé-Açu e Quatro Bocas.


Empresários precisam manter estabelecimentos abertos durante várias horas do dia, enquanto funcionários e clientes permanecem expostos à movimentação nas ruas. Por isso, ataques contra fachadas de lojas, farmácias, barbearias, conveniências e outros pontos comerciais repercutem para além das vítimas diretamente atingidas.


Nas redes sociais, moradores têm demonstrado preocupação com a repetição das ocorrências e cobrado maior presença das forças de segurança, intensificação das investigações e identificação dos responsáveis.


A preocupação aumenta principalmente porque vários episódios foram registrados em um período relativamente curto.

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