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Operação investiga suposto desvio de R$ 50 milhões da educação pública em São Félix do Xingu

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
2 de jul.
2 min de leitura

Investigação apura suspeitas de fraudes em contratos da educação firmados ao longo de dez anos.


Agente da Polícia Federal (PF) durante operação que investiga desvio de verbas da educação pública no Pará. — Foto: PF
Agente da Polícia Federal (PF) durante operação que investiga desvio de verbas da educação pública no Pará. — Foto: PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Coronéis do Xingu, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais destinados à educação no município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.


De acordo com a PF, as investigações envolvem contratos administrativos firmados entre 2014 e 2024, que somam aproximadamente R$ 50 milhões. A apuração busca esclarecer suspeitas de fraude em licitações, contratação de empresas sem capacidade operacional para executar os serviços e possível desvio de verbas destinadas à construção, reforma e ampliação de escolas da rede pública.


Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nos municípios de São Félix do Xingu e Belém, no Pará, além de Natal, no Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Federal, um dos mandados foi cumprido em um gabinete da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). A corporação, no entanto, não divulgou qual gabinete foi alvo da operação.


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As investigações apontam ainda indícios de lavagem de dinheiro com o objetivo de ocultar a origem dos recursos supostamente desviados. Conforme a PF, também são apurados possíveis vínculos entre o esquema investigado e atividades relacionadas ao garimpo ilegal de ouro na região do Xingu.


Como medida cautelar, a Justiça Federal determinou a indisponibilidade de aproximadamente R$ 3 milhões em bens dos investigados. O bloqueio tem como finalidade garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e assegurar o cumprimento de futuras decisões judiciais.


A investigação segue em andamento e corre sob sigilo. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou a identidade dos investigados nem informou se houve prisões durante o cumprimento dos mandados.


Os envolvidos poderão responder, conforme o avanço das investigações, por crimes como fraude em licitações e contratos administrativos, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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