Operação investiga suposto desvio de R$ 50 milhões da educação pública em São Félix do Xingu
Investigação apura suspeitas de fraudes em contratos da educação firmados ao longo de dez anos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Coronéis do Xingu, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais destinados à educação no município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.
De acordo com a PF, as investigações envolvem contratos administrativos firmados entre 2014 e 2024, que somam aproximadamente R$ 50 milhões. A apuração busca esclarecer suspeitas de fraude em licitações, contratação de empresas sem capacidade operacional para executar os serviços e possível desvio de verbas destinadas à construção, reforma e ampliação de escolas da rede pública.
Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nos municípios de São Félix do Xingu e Belém, no Pará, além de Natal, no Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Federal, um dos mandados foi cumprido em um gabinete da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). A corporação, no entanto, não divulgou qual gabinete foi alvo da operação.
As investigações apontam ainda indícios de lavagem de dinheiro com o objetivo de ocultar a origem dos recursos supostamente desviados. Conforme a PF, também são apurados possíveis vínculos entre o esquema investigado e atividades relacionadas ao garimpo ilegal de ouro na região do Xingu.
Como medida cautelar, a Justiça Federal determinou a indisponibilidade de aproximadamente R$ 3 milhões em bens dos investigados. O bloqueio tem como finalidade garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e assegurar o cumprimento de futuras decisões judiciais.
A investigação segue em andamento e corre sob sigilo. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou a identidade dos investigados nem informou se houve prisões durante o cumprimento dos mandados.
Os envolvidos poderão responder, conforme o avanço das investigações, por crimes como fraude em licitações e contratos administrativos, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.




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