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Suspeitos de matar casal e ferir bebê são presos durante operação da Polícia Civil no Pará

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
16 de jul.
4 min de leitura

Vítimas foram executadas em janeiro de 2025, nas proximidades de um igarapé no Ramal Ipiranguinha, na zona rural de Tomé-Açu, nordeste paraense.


À esquerda, o casal vítima do duplo homicídio. À direita, equipes da Polícia Civil após a prisão dos investigados durante a Operação RESPOSTA, em Tailândia - Foto: reprodução.
À esquerda, o casal vítima do duplo homicídio. À direita, equipes da Polícia Civil após a prisão dos investigados durante a Operação RESPOSTA, em Tailândia - Foto: reprodução.

A Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Quatro Bocas, deflagrou na manhã desta quinta-feira (16 de julho de 2026) a Operação RESPOSTA, uma ação integrada de Polícia Judiciária que resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como autores de um duplo homicídio qualificado e de uma tentativa de homicídio contra uma criança de colo, crimes que chocaram a população da região nordeste do Estado.


Os mandados foram expedidos pela Vara Única da Comarca de Tomé-Açu e tiveram como alvos José Ribamar Pereira Silva, conhecido como "Careca", contra quem havia dois mandados de prisão preventiva, além de Willian Mendes Silva e Francisco Josivan da Rosa Sousa.


Presos José Ribamar Pereira Silva, conhecido como "Careca", Willian Mendes Silva e Francisco Josivan da Rosa Sousa - Foto: reprodução.
Presos José Ribamar Pereira Silva, conhecido como "Careca", Willian Mendes Silva e Francisco Josivan da Rosa Sousa - Foto: reprodução.

Os crimes investigados ocorreram no dia 17 de janeiro de 2025, na região do Distrito de Forquilha, zona rural de Quatro Bocas, município de Tomé-Açu. Na ocasião, o casal Irani Silva Melo, de 36 anos, e Sebastião da Silveira, de 46 anos, foi brutalmente assassinado nas proximidades de um igarapé localizado no Ramal Ipiranguinha. Durante a ação criminosa, a filha do casal, ainda uma criança de colo, também foi atingida por um disparo de arma de fogo que atingiu um de seus braços.


Logo após o atentado, a criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Tomé-Açu. Em razão da gravidade do ferimento, foi posteriormente transferida para Belém, onde passou por procedimentos médicos especializados. Felizmente, a criança sobreviveu aos ferimentos e atualmente passa bem, fato que foi considerado fundamental para o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.



Desde a ocorrência do crime, a equipe da Delegacia de Polícia Civil de Quatro Bocas desenvolveu um trabalho investigativo minucioso, reunindo depoimentos, diligências de campo, levantamentos técnicos e cruzamento de informações de inteligência que permitiram identificar a participação dos investigados no crime. O conjunto probatório produzido ao longo da investigação subsidiou a representação pelas prisões preventivas, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário.


Segundo a Polícia Civil, a localização dos investigados somente foi possível graças ao trabalho integrado entre a Delegacia de Polícia Civil de Quatro Bocas, o Núcleo de Inteligência Policial (NIP), a Superintendência Regional da 3ª RISP, a Divisão de Inteligência e Operações Especiais (DIOE) e a Delegacia de Polícia Civil de Tomé-Açu. As equipes de inteligência conseguiram identificar o imóvel onde os investigados estavam escondidos, permitindo o planejamento estratégico da operação.


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Entre os presos está José Ribamar Pereira Silva, conhecido pelo apelido de "Careca", apontado pelas investigações como um pistoleiro com atuação na região. Conforme informações da Polícia Civil, ele também é investigado em outros procedimentos policiais por suposta participação em diversos homicídios, circunstância que elevou o nível de risco da operação e exigiu o emprego de equipe especializada.


Os investigados foram localizados em uma residência situada na Avenida Belém, em frente ao Quartel do Corpo de Bombeiros, no município de Tailândia. Em razão da elevada periculosidade dos alvos, a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) realizou inicialmente o adentramento tático no imóvel, efetuando a contenção dos ocupantes e garantindo o controle completo da residência antes do ingresso das equipes responsáveis pelo cumprimento dos mandados.



Após a estabilização do ambiente, policiais da Delegacia de Polícia Civil de Quatro Bocas realizaram a identificação dos investigados e iniciaram as buscas no interior do imóvel. No quarto ocupado por José Ribamar Pereira Silva, foram localizadas duas espingardas, escondidas atrás da porta, além de três munições calibre 28, encontradas sobre um guarda-roupas.


No quarto onde estava Willian Mendes Silva, os investigadores encontraram uma pistola de airsoft, localizada ao lado da cama. Embora não seja considerada arma de fogo, o objeto foi apreendido para instrução dos procedimentos policiais.

Já no cômodo ocupado por Francisco Josivan da Rosa Sousa, os policiais localizaram um porta-óculos escondido sob roupas contendo 11 munições calibre .38, uma munição calibre .22 e dois comprimidos com características semelhantes ao ecstasy, material que será submetido à perícia para confirmação da natureza da substância.


Durante as buscas também foram apreendidos um aparelho celular POCO C85 e um aparelho celular Motorola, encontrados na sala da residência. Os equipamentos serão submetidos à extração de dados e análise pericial, podendo fornecer novos elementos para o aprofundamento das investigações.


Ao final da operação foram apreendidas duas espingardas, 15 munições de diferentes calibres, dois comprimidos com características semelhantes ao ecstasy, uma pistola de airsoft e dois aparelhos celulares, todo o material encaminhado à Delegacia para realização dos exames periciais e instauração dos procedimentos cabíveis.



Segundo a Polícia Civil, a operação foi concluída sem qualquer resistência, tentativa de fuga ou confronto armado. Após serem cientificados dos respectivos mandados de prisão preventiva, os investigados foram conduzidos à unidade policial, onde permaneceram à disposição da Justiça.


A Operação RESPOSTA foi coordenada pelo Delegado de Polícia Civil Joanísio Pita de Omena Neto, titular da Delegacia de Polícia Civil de Quatro Bocas, com atuação dos Investigadores de Polícia Civil Igor Gabriel, Luiz Cláudio e da Investigadora Raiany, contando ainda com o apoio operacional da CORE e com o trabalho de inteligência desenvolvido pelo NIP, 3ª RISP, DIOE e Delegacia de Polícia Civil de Tomé-Açu.



A ação representa o desfecho de mais de um ano e meio de investigações conduzidas pela Polícia Civil e reafirma o compromisso da instituição com o enfrentamento aos crimes contra a vida, demonstrando a importância da integração entre investigação, inteligência policial e operações especializadas para retirar de circulação indivíduos considerados de elevada periculosidade e garantir uma resposta firme da Justiça à sociedade paraense.

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