Pará alcança 25,6 milhões de bovinos e mantém segundo maior rebanho do Brasil
Estado concentra 11% do gado brasileiro, lidera criação nacional de búfalos e também registra avanço na produção de leite, ovos, mel e aquicultura, segundo dados do IBGE.

O Pará mantém posição de destaque entre as principais potências da pecuária brasileira. O estado encerrou 2025 com aproximadamente 25,6 milhões de cabeças de gado bovino, número que garante ao território paraense o segundo maior rebanho do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, que contabilizou cerca de 31,6 milhões de animais.
Os números fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento reúne informações sobre os rebanhos e a produção de origem animal nos municípios brasileiros.
O efetivo bovino paraense ficou praticamente estável em relação ao ano anterior e correspondeu a cerca de 11% de todo o rebanho nacional. No Brasil, o movimento foi diferente: o número de bovinos recuou 1,7% em 2025, chegando a aproximadamente 234,3 milhões de cabeças.
São Félix do Xingu tem o maior rebanho bovino municipal do país
A força da pecuária paraense também aparece quando os dados são analisados por município. São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, permaneceu com o maior rebanho bovino municipal do Brasil, reunindo aproximadamente 2,7 milhões de animais.
Sozinho, o município concentra o equivalente a aproximadamente 1,2% de todo o rebanho bovino brasileiro.
Outros municípios paraenses também ocupam posições de destaque no cenário nacional. Marabá e Novo Repartimento aparecem com cerca de 1,3 milhão de bovinos cada, enquanto Altamira possui aproximadamente 1,1 milhão.
Com isso, quatro municípios paraenses figuram entre os sete maiores rebanhos bovinos municipais do país, reforçando a importância econômica da atividade principalmente nas regiões sul e sudeste do estado.
Pará concentra 41% dos búfalos do Brasil
Se na criação de bovinos o Pará ocupa a segunda posição nacional, na bubalinocultura o estado está na liderança. Em 2025, o território paraense possuía aproximadamente 736 mil búfalos, quantidade equivalente a 41% de todo o rebanho bubalino brasileiro.
O Amapá aparece na sequência, com aproximadamente 346 mil animais, enquanto o Amazonas contabiliza cerca de 174 mil. O protagonismo paraense está diretamente ligado ao arquipélago do Marajó, região onde a criação de búfalos se consolidou como importante atividade econômica.
O município de Chaves possui o maior rebanho de búfalos do Brasil, com aproximadamente 269 mil animais. Soure aparece na segunda posição nacional, com cerca de 103 mil cabeças.
Também figuram entre os dez maiores criadores brasileiros os municípios paraenses de Cachoeira do Arari, com aproximadamente 60 mil búfalos; Almeirim, com 45 mil; além de Porto de Moz e Prainha, ambos com cerca de 42 mil animais.
Estado também se destaca na criação de cavalos
O Pará ocupa ainda posição relevante na criação de equinos. O levantamento contabilizou aproximadamente 487 mil cavalos no estado durante 2025, o equivalente a 8,8% do rebanho nacional. Com esse resultado, o Pará possui o terceiro maior rebanho de equinos do Brasil, atrás somente de Minas Gerais e Bahia.

Apesar da posição de destaque, houve redução de aproximadamente 2,4% na comparação com o ano anterior.
Mais uma vez, São Félix do Xingu aparece na liderança entre os municípios brasileiros, desta vez com aproximadamente 27 mil equinos. Chaves e Novo Repartimento possuem cerca de 23 mil animais cada, enquanto Marabá aparece com aproximadamente 21 mil.
Produção de ovos cresce mais de 70%
Outro resultado expressivo registrado no Pará ocorreu na produção de ovos de galinha. Em 2025, foram produzidas aproximadamente 68 milhões de dúzias de ovos, um crescimento de 73,5% em relação a 2024.
O volume representou aproximadamente 1,2% da produção nacional.
Produção de leite também avança
A pecuária leiteira paraense também apresentou crescimento. Segundo os dados divulgados, aproximadamente 792 mil vacas foram ordenhadas no estado durante 2025, crescimento de 1,6% na comparação anual.
O número corresponde a cerca de 5,4% das vacas ordenhadas no país.
A produção de leite chegou a aproximadamente 555 milhões de litros, avanço de 8,7% em relação a 2024 e participação de aproximadamente 1,5% no total produzido no Brasil.
Entre os municípios paraenses, Marabá, São Geraldo do Araguaia e Itupiranga aparecem como importantes polos da atividade leiteira.

Produção de mel supera 800 toneladas
A apicultura também avançou no estado. A produção paraense de mel alcançou aproximadamente 814 mil quilos em 2025, crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior. O resultado representa cerca de 1,1% do mel produzido no Brasil.
Aquicultura movimenta R$ 144 milhões
Além da pecuária tradicional, o Pará registrou crescimento na aquicultura. O valor da produção aquícola chegou a aproximadamente R$ 144 milhões em 2025, expansão de 18,8% em comparação com 2024.
O resultado corresponde a aproximadamente 2,4% do valor gerado pela aquicultura brasileira. O tambaqui aparece como principal espécie cultivada no Pará, respondendo por 46,2% do valor da produção aquícola estadual.
Com esse desempenho, o estado ocupa a terceira posição nacional na produção da espécie, atrás de Rondônia e Roraima.
Paragominas liderou a produção paraense de tambaqui, movimentando aproximadamente R$ 47 milhões. Depois aparecem Ipixuna do Pará, com R$ 12 milhões; Ulianópolis e Marabá, com aproximadamente R$ 6 milhões cada; e Altamira, com cerca de R$ 5 milhões.
Os resultados da PPM 2025 mostram a dimensão da produção animal no Pará. Além de possuir o segundo maior rebanho bovino brasileiro, o estado mantém a liderança nacional na criação de búfalos e apresenta participação relevante em atividades como produção de leite, ovos, mel e pescado cultivado.
Os dados integram a Pesquisa da Pecuária Municipal, levantamento realizado anualmente pelo IBGE com informações dos municípios de todo o país.




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