Polícia investiga morte de empresária de 29 anos após cirurgias plásticas em Belém
Giovanna Coelho Gomes morreu um dia após passar por procedimentos estéticos. Família questiona atendimento no pós-operatório.

A Polícia Civil do Pará investiga a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, ocorrida no sábado (8), um dia após ela ser submetida a uma série de cirurgias plásticas em Belém. A família questiona a conduta adotada durante o período pós-operatório e afirma que a jovem apresentou dores e outros sinais de complicação antes de sofrer paradas cardíacas.
O caso também será analisado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA), que informou a abertura de um procedimento para apurar as circunstâncias da morte. O corpo de Giovanna foi sepultado nesta segunda-feira (10).
Segundo informações divulgadas pela família, a jovem foi submetida a procedimentos nos seios, abdominoplastia, lipoaspiração e enxertia. As cirurgias teriam durado aproximadamente quatro horas e foram realizadas no Hospital Beneficente Portuguesa de Belém.
A família publicou relatos nas redes sociais e afirmou que Giovanna começou a sentir dores ainda na noite de sexta-feira (7), poucas horas depois dos procedimentos. Segundo os parentes, os sintomas continuaram durante a manhã de sábado.
Ainda conforme o relato da família, a jovem teria procurado integrantes da equipe responsável pelo atendimento para comunicar que estava sentindo dores. Os familiares afirmam que receberam como resposta que o quadro seria considerado normal no período após as cirurgias.
Na manhã de sábado, segundo os parentes, Giovanna sofreu uma parada cardíaca. Ela teria sido submetida a atendimento médico e, posteriormente, a uma nova intervenção cirúrgica.
Ainda de acordo com a família, a jovem sofreu outras paradas cardíacas ao longo do dia. Apesar das tentativas de reanimação, ela não resistiu e morreu.
Os familiares afirmam que o médico responsável pelas cirurgias não teria permanecido no local durante o período de pós-operatório. A alegação faz parte dos pontos que deverão ser analisados durante as investigações.
A Polícia Civil deverá apurar a sequência dos acontecimentos, os procedimentos médicos realizados e as circunstâncias que levaram à morte da paciente. Exames e documentos médicos poderão contribuir para esclarecer a causa do óbito.
O que diz o médico
Em nota, o cirurgião André Melo, apontado como responsável pelos procedimentos, lamentou a morte de Giovanna e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
O médico afirmou que irá prestar os esclarecimentos necessários às autoridades e aos órgãos competentes, além de apresentar os documentos relacionados ao atendimento.
Segundo ele, as circunstâncias da morte ainda precisam passar por análise técnica e, neste momento, não haveria elementos conclusivos para determinar a causa do óbito ou atribuir responsabilidades.
O profissional destacou que aguarda a apuração dos órgãos responsáveis para que os fatos sejam esclarecidos.
Investigação
Além da investigação policial, o CRM-PA informou que irá analisar o caso por meio de procedimento próprio. A apuração deverá verificar os aspectos relacionados à atuação profissional e ao atendimento prestado à paciente.
A Polícia Civil também deverá reunir informações e documentos médicos para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.
Até o momento, as investigações não apontaram oficialmente a causa da morte nem concluíram se houve falha ou negligência no atendimento.
As circunstâncias do óbito deverão ser esclarecidas após a conclusão das análises realizadas pelas autoridades e pelos órgãos responsáveis.




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