Rebocador de balsa naufraga em Vila do Conde; Marinha investiga acidente em Barcarena
Embarcação afundou na Baía do Marajó e não deixou vítimas; Capitania dos Portos monitora possíveis riscos à navegação e determinou a apresentação de plano para reflutuação.

Um rebocador ligado a uma balsa petroleira naufragou na tarde do último domingo (4), na Baía do Marajó, em frente a Vila do Conde, no município de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém. O acidente ocorreu por volta das 17h e mobilizou a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR). Apesar da gravidade do episódio, a Marinha do Brasil informou que não houve vítimas.
Imagens que circularam pelas redes sociais registraram os momentos de tensão durante o naufrágio e mostram um trabalhador deixando a embarcação pouco antes de ela afundar. Também houve relato de possível vazamento de diesel, após uma das balsas envolvidas no episódio ter sido perfurada.
Segundo a Marinha do Brasil, uma equipe da Capitania dos Portos foi enviada ao local para acompanhar a ocorrência e avaliar as condições da área. Como medida preventiva, a autoridade marítima emitiu um Aviso-Rádio Náutico, informando a posição do naufrágio às embarcações que trafegam pela região. A iniciativa busca reduzir riscos de novos acidentes e garantir a segurança da navegação.

A situação permanece sob acompanhamento da CPAOR, inclusive para avaliação de eventuais riscos provocados pelo naufrágio. O possível vazamento de combustível é um dos pontos que exigem atenção, já que qualquer derramamento de óleo ou derivados em ambiente aquático pode representar risco ambiental. Até as informações oficialmente divulgadas, porém, não havia sido informado o tamanho de eventual área atingida nem a quantidade de combustível que possa ter vazado.
O responsável pela embarcação foi notificado pela autoridade marítima e deverá adotar as providências necessárias, incluindo a apresentação de um Plano de Salvamento para a reflutuação do rebocador. O procedimento deve seguir as normas da Autoridade Marítima referentes à assistência e salvamento, pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas e bens.
Além das medidas emergenciais, a Capitania dos Portos instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). A investigação deverá esclarecer as causas e circunstâncias do naufrágio, além de apontar eventuais responsabilidades relacionadas ao acidente.

A Marinha informou ainda que mantém canais disponíveis para comunicações sobre situações que possam colocar em risco a vida humana nas águas, a segurança da navegação ou provocar poluição ambiental. Emergências marítimas e fluviais podem ser comunicadas pelo número 185. A CPAOR também disponibiliza os contatos (91) 3218-3950 e (91) 98134-3000.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto são aguardadas as providências para retirada da embarcação e o avanço da investigação sobre o que provocou o naufrágio.



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