Setembro Amarelo reforça prevenção ao suicídio e importância de buscar ajuda
Campanha nacional chama atenção para os cuidados com a saúde mental, o acolhimento de pessoas em sofrimento e a necessidade de combater o preconceito em torno do tema.

O mês de setembro começa com uma mobilização nacional dedicada a um tema que exige atenção permanente: a prevenção ao suicídio. O Setembro Amarelo busca ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater estigmas e incentivar pessoas que enfrentam momentos de sofrimento emocional a procurarem ajuda.
No Brasil, a campanha Setembro Amarelo ganhou notoriedade a partir de 2013 e, desde 2014, é divulgada nacionalmente pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Apesar de setembro concentrar grande parte das ações de conscientização, a prevenção deve ocorrer durante todo o ano.
O dia 10 de setembro é reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, tornando-se uma das principais datas de mobilização para estimular o debate responsável sobre o assunto.
Falar sobre o assunto pode ajudar
Um dos principais objetivos da campanha é mostrar que conversar sobre sofrimento emocional de maneira responsável, acolhedora e sem julgamentos pode contribuir para que uma pessoa procure ajuda.
Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha o Setembro Amarelo com o tema “Escutar é estar presente”, destacando que oferecer uma escuta acolhedora pode representar um primeiro passo para que alguém em sofrimento encontre apoio.
A orientação é não minimizar o sofrimento de quem demonstra angústia intensa. Frases, mudanças de comportamento e manifestações de desesperança merecem atenção, principalmente quando vários sinais aparecem simultaneamente ou persistem.
O Ministério da Saúde ressalta que não existe uma fórmula capaz de determinar, isoladamente, se alguém está vivenciando uma crise suicida. Entretanto, reconhecer mudanças importantes de comportamento e oferecer apoio pode ser fundamental para encaminhar a pessoa aos serviços adequados.
Onde procurar ajuda
Pessoas em sofrimento emocional podem procurar atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de saúde mental e hospitais.
Em situações de urgência, também estão disponíveis as UPAs 24 horas, serviços de pronto atendimento e o SAMU, pelo número 192.
Outra alternativa é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito e sigiloso. O atendimento telefônico é realizado pelo número 188, gratuitamente, além de outros canais disponibilizados pela instituição.

Prevenção precisa acontecer durante todo o ano
Embora o amarelo ganhe destaque durante setembro, especialistas e instituições envolvidas na campanha reforçam que saúde mental e prevenção ao suicídio não podem ficar restritas a um único mês.
Famílias, amigos, escolas, empresas, instituições públicas e comunidades podem contribuir criando ambientes nos quais as pessoas se sintam seguras para conversar sobre dificuldades emocionais e procurar acompanhamento profissional quando necessário.
A própria campanha disponibiliza materiais para orientar pessoas, empresas e instituições interessadas em desenvolver ações de conscientização, incluindo cartazes, folhetos sobre fatores de risco e sinais de alerta e diretrizes específicas para divulgação responsável.
Mais do que iluminar prédios ou utilizar a cor amarela, a mobilização busca reforçar uma mensagem essencial: sofrimento emocional precisa ser levado a sério, e pedir ajuda pode ser decisivo.




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