Terremotos na Venezuela podem deixar milhares de vítimas, aponta agência dos Estados Unidos
Atualizado: 26 de jun.
Dois fortes terremotos atingiram o país, causando destruição. Estimativas preliminares apontam entre 10 mil e 100 mil mortos.

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na quarta-feira (24). Os abalos sísmicos, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e foram sentidos em diversas regiões do país, incluindo a capital Caracas.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a dimensão do desastre pode resultar em um elevado número de vítimas. Em uma avaliação preliminar, a agência informou que o total de mortes pode variar entre 10 mil e 100 mil pessoas, além de apontar a possibilidade de danos extensos e impactos generalizados nas áreas afetadas.
Os tremores provocaram desabamentos de edifícios, danos estruturais em imóveis, interrupções nos serviços de energia, água e transporte, além de momentos de pânico entre moradores que deixaram suas casas e correram para áreas abertas em busca de segurança. Autoridades venezuelanas também registraram diversas réplicas após os abalos principais.
Segundo informações divulgadas pelo governo venezuelano, ao menos 164 mortes já foram confirmadas, além de mais de mil pessoas feridas. Equipes de resgate seguem trabalhando na busca por sobreviventes em meio aos escombros de prédios e residências atingidos.

O USGS destacou que muitas construções nas áreas afetadas apresentam vulnerabilidade a tremores sísmicos, fator que pode aumentar significativamente os danos e o número de vítimas. As estimativas divulgadas pela agência são preliminares e podem ser revisadas conforme novas informações forem apuradas pelas autoridades locais.
Os terremotos também foram sentidos em países vizinhos e em estados da Região Norte do Brasil, incluindo Pará, Amazonas, Roraima e Amapá. Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas do desastre, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores.
As operações de emergência continuam em andamento, enquanto o governo venezuelano e organismos internacionais monitoram a situação e avaliam a necessidade de assistência humanitária às populações afetadas.



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