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Trump diz acompanhar eleição brasileira ‘muito de perto’ em meio a tensão entre Brasil e EUA

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
2 de out.
3 min de leitura

Presidente dos Estados Unidos classificou o pleito brasileiro como “muito importante”, mas não declarou apoio a candidatos; fala ocorre após parlamentares americanos acusarem governo Trump de tentar interferir na disputa.


A afirmação foi feita a jornalistas brasileiros durante atendimento à imprensa na Casa Branca. | (The White House/Divulgação)
A afirmação foi feita a jornalistas brasileiros durante atendimento à imprensa na Casa Branca. | (The White House/Divulgação)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha “muito de perto” as eleições presidenciais brasileiras de 2026. A declaração foi feita a jornalistas na saída da Casa Branca, em Washington, a apenas três dias do primeiro turno, marcado para este domingo, 4 de outubro.


Questionado sobre o cenário político brasileiro, Trump destacou a importância do Brasil e do processo eleitoral no país. O presidente norte-americano classificou o Brasil como um país importante, elogiou os brasileiros e afirmou considerar a eleição brasileira “muito importante”.


Apesar da declaração e da atenção demonstrada ao processo eleitoral, Trump não citou candidatos nem anunciou apoio a qualquer nome durante a resposta dada aos jornalistas.


A manifestação ocorre em um momento de tensão nas relações políticas e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e após acusações de parlamentares norte-americanos de que medidas adotadas pela administração Trump poderiam representar tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.


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Na semana anterior à declaração, um grupo de 31 parlamentares democratas dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, questionando ações da administração Trump relacionadas ao Brasil. Os congressistas acusaram o governo norte-americano de exercer pressão sobre autoridades brasileiras e manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre as eleições.


Entre os episódios mencionados pelos parlamentares estão medidas econômicas e sanções adotadas pelos Estados Unidos contra brasileiros. Os congressistas sustentam que essas ações fariam parte de uma tentativa de influenciar o ambiente político brasileiro. A acusação é contestada politicamente e não equivale, por si só, à comprovação de interferência efetiva no processo eleitoral.


O assunto também ganhou repercussão no Brasil. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), segundo informações divulgadas pela imprensa, avaliou riscos de influência estrangeira sobre o ambiente eleitoral. O diagnóstico tem caráter preventivo e não afirma que os Estados Unidos tenham efetivamente alterado ou interferido no resultado das eleições. Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral também afirmaram que, até então, não haviam sido identificados sinais concretos de influência externa sobre o processo eleitoral.


Outro ponto que ampliou o debate foi a divulgação de informações sobre recursos norte-americanos destinados a um projeto denominado “Combate ao lawfare e à censura no Brasil”, voltado ao financiamento de organizações da sociedade civil que questionam decisões judiciais e alegadas restrições à liberdade de expressão no país. O tema passou a integrar os questionamentos sobre a atuação do governo dos Estados Unidos no cenário político brasileiro.


Foto: Reprodução/Adobe Stock  
Foto: Reprodução/Adobe Stock  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, também já havia se manifestado publicamente sobre o assunto. Em declarações recentes, Lula afirmou ter pedido diretamente a Trump que não interferisse no processo eleitoral brasileiro.


A corrida presidencial tem, entre seus principais nomes, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), politicamente alinhado ao campo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar dessa proximidade política e das relações de Trump com integrantes desse grupo, o presidente dos Estados Unidos não declarou apoio a Flávio Bolsonaro na manifestação desta quinta-feira.


Com o primeiro turno marcado para domingo (4), as declarações do presidente norte-americano ampliaram a repercussão internacional sobre a disputa brasileira. Autoridades e instituições seguem acompanhando eventuais riscos de influência estrangeira, enquanto os eleitores se preparam para comparecer às urnas.

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