Trabalhadores da Usina da Paz de Tomé-Açu cobram salários e denunciam atrasos recorrentes
Trabalhadores de Tomé-Açu relatam dificuldades financeiras diante do atraso e questionam quando os pagamentos serão regularizados.

Trabalhadores terceirizados que prestam serviços na Usina da Paz de Tomé-Açu, inaugurada em abril de 2026, denunciam atrasos recorrentes no pagamento dos salários e cobram uma solução para o problema. Segundo relatos enviados ao Saiba Agora Pará, funcionários afirmam que os pagamentos vêm sendo realizados com atraso desde o início dos contratos e que, até esta terça-feira (11), ainda não receberam o salário referente ao mês de julho de 2026.
De acordo com os trabalhadores, a situação tem causado dificuldades financeiras para diversas famílias. Há relatos de funcionários com aluguel, contas domésticas, parcelas e outros compromissos em atraso por conta da falta do pagamento. Segundo eles, a orientação recebida da empresa tem sido apenas para “aguardar”, sem que seja apresentada, até o momento, uma data concreta para a regularização dos salários.
A situação também gera questionamentos sobre a fiscalização dos contratos de serviços vinculados ao poder público. A Usina da Paz é um equipamento público do Governo do Pará e depende do trabalho de profissionais terceirizados para manter diversos serviços em funcionamento. Diante dos relatos, trabalhadores questionam quais medidas estão sendo adotadas para acompanhar o cumprimento das obrigações trabalhistas da empresa contratada.

Os funcionários também afirmam ter conhecimento de que recursos relacionados ao contrato já teriam sido repassados à empresa, mas essa informação ainda precisa ser confirmada oficialmente por meio de documentos públicos. Caso confirmada, a situação levanta ainda mais questionamentos sobre os motivos pelos quais os trabalhadores continuam sem receber pelos serviços já prestados.
O Saiba Agora Pará entrou em contato com a LC Correa Comércio e Serviços, empresa terceirizada responsável pelos trabalhadores que prestam serviços na Usina da Paz de Tomé-Açu, buscando um posicionamento ou uma nota oficial sobre os atrasos salariais e uma previsão para o pagamento referente ao mês de julho. Até o fechamento desta matéria, porém, não houve retorno por parte da empresa.
O espaço permanece aberto para que a LC Correa Comércio e Serviços apresente seus esclarecimentos e sua versão sobre os fatos.
Os trabalhadores, por sua vez, aguardam uma solução e o pagamento dos salários, que, segundo os relatos, são fundamentais para que possam regularizar compromissos financeiros que já estão sendo afetados pelo atraso.



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