Anvisa aprova primeira caneta genérica de semaglutida no Brasil; Amplia tratamento para diabetes
Novo medicamento será produzido pela EMS e chega como alternativa no mercado brasileiro; Anvisa também autorizou uma versão similar chamada Semaclique.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (17) o registro da primeira caneta genérica de semaglutida do Brasil, ampliando as opções de medicamentos à base da substância no mercado nacional.
O medicamento será produzido pela farmacêutica EMS e, por se tratar de um genérico, não terá nome comercial. A indicação aprovada é para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não esteja adequadamente controlado.
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e ganhou grande popularidade nos últimos anos por estar presente em medicamentos utilizados no tratamento do diabetes e também, em determinadas formulações e indicações, no controle do peso.
Aplicação será feita uma vez por semana
O novo medicamento será disponibilizado em sistema de aplicação preenchido, multidose e descartável. A administração será feita por injeção subcutânea uma vez por semana.
A semaglutida poderá ser utilizada isoladamente em determinadas situações, como quando a metformina não for considerada adequada devido à intolerância ou contraindicação, ou associada a outros medicamentos utilizados no tratamento do diabetes.

A Anvisa autorizou apresentações com concentração de 1,34 mg/mL, incluindo canetas de 1,5 mL e 3 mL.
Os medicamentos deverão ser mantidos sob refrigeração, em temperaturas entre 2°C e 8°C, inclusive após o início do tratamento.
Anvisa também aprova Semaclique
Além do primeiro genérico, a Anvisa autorizou outro medicamento à base de semaglutida.
Trata-se do Semaclique, produzido pela Germed. Diferentemente do primeiro produto, que é genérico e não terá marca comercial, o Semaclique foi registrado como medicamento similar.
Os dois registros representam uma ampliação da quantidade de opções de semaglutida disponíveis no mercado brasileiro.

E o preço?
Apesar da aprovação, ainda não foi divulgada oficialmente a data em que as novas canetas chegarão às farmácias nem quanto custarão ao consumidor.
A entrada de novas versões no mercado, entretanto, aumenta a concorrência em um segmento que ganhou enorme procura nos últimos anos.
Venda exige receita médica
A liberação da Anvisa não significa que o medicamento poderá ser comprado livremente.
As canetas à base de semaglutida estão sujeitas às regras mais rígidas adotadas para medicamentos agonistas de GLP-1. A compra exige prescrição médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia.
A medida foi adotada pela Anvisa para reforçar o controle sobre o uso desses medicamentos e reduzir a utilização sem acompanhamento profissional.
A orientação é de que a semaglutida seja utilizada somente com prescrição e acompanhamento médico, respeitando a indicação, dosagem e demais orientações previstas para cada medicamento.



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