Bebê de 1 ano e 3 meses morre com lesões pelo corpo e padrasto é preso em Colares
Criança foi socorrida, mas não resistiu; padrasto e mãe foram autuados em flagrante por homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil. Caso ocorreu na zona rural do município.

Uma bebê de apenas 1 ano e 3 meses morreu após apresentar diversas lesões pelo corpo, na zona rural de Colares, no nordeste do Pará. O caso ocorreu nesta sexta-feira (11) e mobilizou equipes das forças de segurança. O padrasto da criança foi localizado e preso pela Polícia Militar. A mãe da vítima também foi conduzida à delegacia e, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, ambos foram autuados em flagrante por homicídio qualificado.
A vítima foi identificada como Lívia Cecília da Silva Campos. Conforme as informações registradas sobre o caso, a menina apresentava sinais de lesões pelo corpo. Uma vizinha teria participado do socorro da criança, que foi levada para atendimento médico, mas morreu antes de conseguir chegar ao hospital.
Após a morte da bebê, a Polícia Militar iniciou diligências para localizar o padrasto, identificado como João Manoel da Silva Ferreira, de 23 anos.
Informações recebidas pelos policiais indicaram que ele estaria escondido nas proximidades de uma caixa-d'água, na comunidade da Fazenda, área rural de Colares. A guarnição seguiu até o local e conseguiu encontrá-lo e efetuar a prisão.
A mãe da menina, Emily da Silva do Carmo, também foi conduzida para prestar esclarecimentos. Por questões de segurança, diante da repercussão do caso no município, os envolvidos foram transferidos para a Delegacia de Santo Antônio do Tauá, cidade vizinha a Colares.
Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Civil informou que o padrasto e a mãe da criança foram autuados em flagrante por homicídio qualificado e permaneceram à disposição da Justiça. A investigação deverá esclarecer detalhadamente a dinâmica da morte e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

Além das circunstâncias que resultaram na morte de Lívia, relatos sobre possíveis episódios anteriores de violência contra crianças que viviam no imóvel também deverão ser apurados. Moradores afirmaram à polícia que a bebê e outra criança, um menino de 3 anos, já teriam sofrido agressões anteriormente. Essas informações, porém, ainda dependem da apuração policial.
A Polícia Científica do Pará foi acionada para realizar os exames necessários. O corpo da bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Castanhal para perícia, procedimento que poderá ajudar a esclarecer a natureza das lesões e a causa da morte. Testemunhas também estão sendo ouvidas durante as investigações.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil.




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