Tudo sobre o caso Sargento Alves: como ocorreu a execução e o avanço das investigações
A execução registrada em plena luz do dia deu início a uma intensa caçada policial que segue em andamento para esclarecer completamente o caso.

A execução do policial militar da reserva Antônio Anildo Alves, conhecido como Sargento Alves, mobilizou uma das maiores operações policiais realizadas recentemente na região nordeste do Pará. Ex-comandante da Guarda Municipal de Mãe do Rio e bastante conhecido no município, Alves foi assassinado a tiros no fim da tarde da quarta-feira, 29 de julho de 2026, no centro comercial da cidade. Desde então, uma intensa força-tarefa envolvendo a Polícia Civil, Polícia Militar e unidades especializadas resultou na morte de seis suspeitos em confrontos, na apreensão de uma adolescente, na prisão de outros investigados e na localização do veículo utilizado na fuga dos criminosos.
Segundo as investigações, o sargento estava em uma área comercial de Mãe do Rio quando foi surpreendido por criminosos armados. Câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos se aproximaram e efetuaram diversos disparos contra a vítima. O militar morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. A ação foi rápida e demonstrou características de execução premeditada, levando a Polícia Civil a trabalhar desde o início com a hipótese de um homicídio planejado.
Antônio Anildo Alves era policial militar da reserva remunerada e havia comandado a Guarda Municipal de Mãe do Rio. Sua atuação na segurança pública fez com que sua morte provocasse grande repercussão entre moradores, colegas de farda e autoridades locais. O assassinato também reacendeu o debate sobre a atuação de organizações criminosas na região nordeste do Pará.
Logo após o crime, a Polícia Civil instaurou inquérito para identificar todos os autores, executores e eventuais mandantes. Paralelamente, equipes da Polícia Militar, incluindo efetivos da ROTAM e unidades da região, iniciaram buscas ininterruptas com apoio dos setores de inteligência. Barreiras policiais foram montadas e diversas diligências ocorreram em Mãe do Rio e municípios vizinhos.

As primeiras diligências culminaram em confrontos armados entre policiais e integrantes do grupo investigado. Na quinta-feira, 30 de julho, a Polícia Civil confirmou que cinco suspeitos morreram durante intervenções policiais enquanto eram realizadas ações para localizar os envolvidos no homicídio. Entre os mortos identificados estavam Thiago Silva da Silva, Anderson Ferreira da Silva, Deilson Carneiro da Silva, conhecido pelo apelido de "Maranhão", e Carlos Eduardo Pinheiro Ferreira. Um quinto suspeito também morreu durante as operações, sendo posteriormente identificado pelas autoridades.
As investigações prosseguiram e, na sexta-feira, 31 de julho, outro homem apontado como integrante da organização criminosa foi localizado. Identificado como Matheus da Silva Reis, ele teria prestado apoio logístico aos executores do sargento. De acordo com a Polícia Militar, ao ser abordado, Matheus reagiu apontando uma arma contra os policiais, dando início a novo confronto. Baleado, foi socorrido ao hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele foram apreendidos um revólver calibre .38 e cinco munições. A morte de Matheus elevou para seis o número de suspeitos mortos durante a operação policial desencadeada após o assassinato do militar.
Além das mortes em confronto, as operações também resultaram na apreensão de uma adolescente e na detenção de outras cinco pessoas investigadas por participação no crime. Entre elas está a influenciadora digital Evellyn Braga, presa em flagrante durante as diligências realizadas na quinta-feira, 30 de julho. A Polícia Civil apura qual teria sido a participação de cada investigado, ressaltando que a responsabilização criminal dependerá da conclusão das investigações e do devido processo legal.

Outro importante avanço ocorreu na sexta-feira, quando equipes das forças de segurança localizaram o automóvel utilizado pelos criminosos durante a execução. O veículo, um Citroën C4 Cactus, foi encontrado abandonado em uma área de mata no município de Mãe do Rio. O carro foi encaminhado para perícia, que busca identificar vestígios biológicos, impressões digitais, material genético e outros elementos que possam reforçar a identificação dos envolvidos e esclarecer toda a dinâmica do homicídio.

Apesar dos avanços nas investigações, a Polícia Civil ainda não divulgou oficialmente qual teria sido a motivação da execução nem confirmou a existência de mandantes. As autoridades informaram que novas diligências continuam sendo realizadas para identificar outros participantes e esclarecer completamente o planejamento, a execução e o financiamento do crime.
A morte do Sargento Alves ganhou repercussão em todo o Estado do Pará e mobilizou um grande aparato policial em resposta ao homicídio. Até o momento, o balanço oficial aponta seis suspeitos mortos em confrontos com as forças de segurança, uma adolescente apreendida, cinco pessoas presas ou detidas e o veículo utilizado na ação criminosa localizado, enquanto as investigações permanecem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do assassinato.




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