Caso Yasmin Macêdo: Lucas Magalhães é condenado a 4 anos e 10 meses de prisão
Atualizado: 26 de ago.
Tribunal do Júri absolveu o empresário das acusações de homicídio e fraude processual, mas reconheceu sua responsabilidade por porte ilegal e disparo de arma de fogo.

O Tribunal do Júri de Belém condenou Lucas Magalhães de Souza a 4 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 300 dias-multa, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e disparo de arma de fogo. A sentença foi proferida após julgamento realizado nesta terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém.
Lucas era proprietário e comandante da lancha onde Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, estava antes de desaparecer durante um passeio pelo rio Maguari, em Belém, em dezembro de 2021. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte, e a perícia apontou afogamento como causa da morte.
Na sentença, os jurados absolveram Lucas das acusações de homicídio e fraude processual, mas reconheceram a autoria e a materialidade dos delitos relacionados à arma de fogo. Para cada crime, foi fixada pena de 2 anos e 5 meses de reclusão e 150 dias-multa, totalizando 4 anos e 10 meses e 300 dias-multa.
Apesar da condenação, não houve prisão imediata. Lucas, que já respondia ao processo em liberdade, poderá recorrer da sentença em liberdade.
Desaparecimento durante passeio de lancha
Yasmin tinha 21 anos e era estudante de Medicina Veterinária quando desapareceu em 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha pelo Rio Maguari, na Região Metropolitana de Belém.
A embarcação pertencia a Lucas Magalhães e transportava um grupo de pessoas durante o passeio. Em determinado momento, a ausência da jovem foi percebida, dando início às buscas.
O corpo de Yasmin foi encontrado somente no dia seguinte ao desaparecimento. A morte por afogamento deu início a uma investigação que ganhou grande repercussão e passou a ser acompanhada de perto pela família da universitária.
Ao longo da apuração, investigadores reuniram depoimentos, perícias e outros elementos relacionados às circunstâncias do passeio e aos acontecimentos ocorridos na embarcação.
Entre os pontos investigados estiveram relatos envolvendo a utilização de arma de fogo durante o passeio e supostas alterações realizadas na embarcação antes da realização da perícia. Esses elementos também resultaram nas demais acusações que integram o processo.
Acusado chegou a ser preso
Lucas Magalhães chegou a ser preso meses depois da morte da universitária. Posteriormente, em março de 2023, deixou a prisão por determinação judicial e passou a responder ao processo em liberdade, submetido às condições estabelecidas pela Justiça.
A chegada do processo ao Tribunal do Júri ocorreu após anos de tramitação e apresentação de recursos.
Agora, caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas e argumentos apresentados durante a sessão para decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.
Família acompanha julgamento
Familiares de Yasmin compareceram ao Fórum Criminal de Belém para acompanhar o julgamento. A mãe da universitária, Eliene Cristina Fontes, está entre os familiares que aguardaram por quatro anos e oito meses a realização do júri.
Antes da sessão, familiares e amigos chegaram a divulgar uma mobilização convidando pessoas que acompanharam o caso a comparecerem ao Fórum.
Durante entrevistas concedidas antes e no início do julgamento, a mãe de Yasmin demonstrou expectativa por uma condenação e reiterou que a família não considera que a morte da universitária tenha sido simplesmente uma fatalidade.

A sessão atraiu grande público. Familiares da jovem ocuparam as primeiras fileiras do plenário utilizando camisas com a imagem de Yasmin, enquanto outras pessoas acompanharam a movimentação do lado de fora.




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