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Caso Yasmin Macêdo: Lucas Magalhães é condenado a 4 anos e 10 meses de prisão

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
25 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 26 de ago.

Tribunal do Júri absolveu o empresário das acusações de homicídio e fraude processual, mas reconheceu sua responsabilidade por porte ilegal e disparo de arma de fogo.


Lucas Magalhães, dono da lancha envolvida no caso Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, na época da prisão. — Foto: Felipe Bispo e Redes Sociais
Lucas Magalhães, dono da lancha envolvida no caso Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, na época da prisão. — Foto: Felipe Bispo e Redes Sociais


O Tribunal do Júri de Belém condenou Lucas Magalhães de Souza a 4 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 300 dias-multa, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e disparo de arma de fogo. A sentença foi proferida após julgamento realizado nesta terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém.


Lucas era proprietário e comandante da lancha onde Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, estava antes de desaparecer durante um passeio pelo rio Maguari, em Belém, em dezembro de 2021. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte, e a perícia apontou afogamento como causa da morte.


Na sentença, os jurados absolveram Lucas das acusações de homicídio e fraude processual, mas reconheceram a autoria e a materialidade dos delitos relacionados à arma de fogo. Para cada crime, foi fixada pena de 2 anos e 5 meses de reclusão e 150 dias-multa, totalizando 4 anos e 10 meses e 300 dias-multa.


Apesar da condenação, não houve prisão imediata. Lucas, que já respondia ao processo em liberdade, poderá recorrer da sentença em liberdade.


Desaparecimento durante passeio de lancha


Yasmin tinha 21 anos e era estudante de Medicina Veterinária quando desapareceu em 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha pelo Rio Maguari, na Região Metropolitana de Belém.


A embarcação pertencia a Lucas Magalhães e transportava um grupo de pessoas durante o passeio. Em determinado momento, a ausência da jovem foi percebida, dando início às buscas.


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O corpo de Yasmin foi encontrado somente no dia seguinte ao desaparecimento. A morte por afogamento deu início a uma investigação que ganhou grande repercussão e passou a ser acompanhada de perto pela família da universitária.


Ao longo da apuração, investigadores reuniram depoimentos, perícias e outros elementos relacionados às circunstâncias do passeio e aos acontecimentos ocorridos na embarcação.


Entre os pontos investigados estiveram relatos envolvendo a utilização de arma de fogo durante o passeio e supostas alterações realizadas na embarcação antes da realização da perícia. Esses elementos também resultaram nas demais acusações que integram o processo.


Acusado chegou a ser preso


Lucas Magalhães chegou a ser preso meses depois da morte da universitária. Posteriormente, em março de 2023, deixou a prisão por determinação judicial e passou a responder ao processo em liberdade, submetido às condições estabelecidas pela Justiça.


A chegada do processo ao Tribunal do Júri ocorreu após anos de tramitação e apresentação de recursos.


Agora, caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas e argumentos apresentados durante a sessão para decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.


Família acompanha julgamento


Familiares de Yasmin compareceram ao Fórum Criminal de Belém para acompanhar o julgamento. A mãe da universitária, Eliene Cristina Fontes, está entre os familiares que aguardaram por quatro anos e oito meses a realização do júri.


Antes da sessão, familiares e amigos chegaram a divulgar uma mobilização convidando pessoas que acompanharam o caso a comparecerem ao Fórum.


Durante entrevistas concedidas antes e no início do julgamento, a mãe de Yasmin demonstrou expectativa por uma condenação e reiterou que a família não considera que a morte da universitária tenha sido simplesmente uma fatalidade.


Yasmin desapareceu em um passeio de lancha (Foto: Reprodução)
Yasmin desapareceu em um passeio de lancha (Foto: Reprodução)

A sessão atraiu grande público. Familiares da jovem ocuparam as primeiras fileiras do plenário utilizando camisas com a imagem de Yasmin, enquanto outras pessoas acompanharam a movimentação do lado de fora.

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