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Correios entram em greve por tempo indeterminado e entregas podem atrasar no Pará

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
12 de set.
2 min de leitura

Paralisação nacional começou após impasse nas negociações trabalhistas; no Pará, adesão estava em cerca de 35% e sindicato prevê que movimento pode alcançar 50% da capacidade a partir de segunda-feira (14).


Greve dos Correios ocorre após negociações terminarem sem acordo entre trabalhadores e empresa. Foto: divulgação/reprodução
Greve dos Correios ocorre após negociações terminarem sem acordo entre trabalhadores e empresa. Foto: divulgação/reprodução

Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país após assembleias realizadas na quinta-feira (10). No Pará, a paralisação já afeta parte das atividades e poderá provocar principalmente atrasos na entrega de encomendas e correspondências nos próximos dias.


A mobilização nacional começou às 22h de quinta-feira e foi aprovada depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo. Segundo as entidades representativas dos trabalhadores, sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) não foram suficientes para encerrar os principais impasses entre funcionários e a estatal.


No Pará, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Estado do Pará (Sincort-PA) confirmou a adesão ao movimento.

Segundo o presidente da entidade, Wandré Ferreira do Carmo, a participação dos funcionários estava inicialmente na faixa de 35%, mas existe expectativa de que a mobilização alcance cerca de 50% a partir de segunda-feira (14).


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Com menos trabalhadores atuando normalmente, o principal reflexo para a população paraense deverá ser o aumento do prazo para recebimento de cartas e encomendas. A paralisação também alcança unidades da capital e do interior do estado, onde foram registrados atos relacionados ao início do movimento.


Apesar da greve, os Correios afirmam que adotaram medidas para tentar reduzir os impactos sobre os serviços, incluindo remanejamento de equipes, utilização de empregados administrativos em atividades operacionais, reforço da frota e realização de mutirões. Segundo a estatal, as agências permanecem abertas.


Um dos principais pontos de divergência entre a categoria e a direção da empresa envolve o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e dependentes. As entidades sindicais demonstram preocupação com mudanças no modelo de manutenção do benefício e afirmam que a questão permaneceu sem consenso durante as negociações.


A empresa, por sua vez, sustenta que a proposta apresentada preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, previa reajuste salarial e de benefícios correspondente a 100% do INPC e mantinha a assistência à saúde. Mesmo assim, a proposta foi rejeitada nas assembleias e a categoria decidiu manter a paralisação.


Trabalhadores dos Correios entraram em greve nesta quinta (10) - (Foto: Reprodução)
Trabalhadores dos Correios entraram em greve nesta quinta (10) - (Foto: Reprodução)

Correios acionam o TST


Neste sábado (12), houve uma nova movimentação no conflito. Os Correios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho por meio de dissídio coletivo, buscando uma decisão judicial sobre a paralisação. A empresa pede que a greve seja considerada abusiva e que seja determinada a continuidade dos serviços. Enquanto isso, a orientação sindical permanece pela manutenção e ampliação do movimento.


Dessa forma, quem aguarda encomendas ou documentos enviados pelos Correios no Pará deve considerar a possibilidade de atrasos enquanto durar a mobilização. Como a greve foi aprovada por tempo indeterminado, ainda não há uma data definida para a normalização completa dos serviços.

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