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Dinheiro esquecido: Banco Central revela que R$ 5,8 bilhões ainda podem ser resgatados

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
13 de out.
3 min de leitura

Quase 24 milhões de pessoas têm valores disponíveis em bancos e instituições financeiras; consulta é gratuita e pode ser realizada pela internet, por meio do sistema oficial do Banco Central.


Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital — Foto: Getty Images via BBC
Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital — Foto: Getty Images via BBC

Milhões de brasileiros podem ter dinheiro esquecido em contas bancárias, consórcios e outras instituições financeiras sem sequer saber. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (13), aproximadamente R$ 5,8 bilhões ainda estão disponíveis para resgate por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR). O levantamento, referente ao mês de agosto de 2026, aponta que quase 24 milhões de pessoas físicas possuem recursos que ainda não foram retirados.


O montante representa um aumento de aproximadamente 2,6% em comparação com o mês anterior, quando o saldo disponível era de R$ 5,65 bilhões. Os números mostram que, apesar das retiradas realizadas nos últimos meses, uma quantidade significativa de recursos continua sem ser recuperada por seus proprietários.


O dinheiro esquecido pode ter diferentes origens, como saldos remanescentes de contas-correntes ou poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de operações de crédito, recursos de consórcios e outros valores que permaneceram nas instituições financeiras. Em muitos casos, os titulares desconhecem a existência desses recursos ou simplesmente não realizaram a solicitação de devolução.



O Sistema de Valores a Receber, administrado pelo Banco Central, permite que cidadãos e empresas consultem gratuitamente a existência de quantias disponíveis em seu nome. A ferramenta também possibilita verificar valores pertencentes a pessoas falecidas, desde que o procedimento seja realizado por herdeiros, inventariantes ou representantes legalmente autorizados.


Para descobrir se possui algum dinheiro a receber, o cidadão deve acessar o endereço oficial valoresareceber.bcb.gov.br e informar seu CPF e sua data de nascimento. No caso das empresas, a consulta é realizada mediante a apresentação do CNPJ e da data de abertura. Caso sejam identificados recursos disponíveis, o sistema orienta o usuário sobre os procedimentos necessários para solicitar a devolução.


Para acessar os detalhes dos valores e realizar a solicitação, é necessário possuir uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas habilitada. Após a autenticação, o usuário poderá consultar a instituição responsável pela devolução, a origem dos recursos e as opções disponíveis para recebimento.


Quando a instituição oferecer a devolução diretamente pelo sistema, o cidadão poderá selecionar uma chave Pix para receber o dinheiro. Nessa modalidade, o prazo informado para pagamento é de até 12 dias úteis. Em outras situações, será necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira para combinar a forma de restituição.


 Facilitando o recebimento de eventuais recursos identificados posteriormente, sem a necessidade de realizar novos pedidos individuais. (Foto: Reprodução)
 Facilitando o recebimento de eventuais recursos identificados posteriormente, sem a necessidade de realizar novos pedidos individuais. (Foto: Reprodução)

O Banco Central também disponibiliza a possibilidade de solicitação automática de valores para pessoas físicas que atendam aos requisitos do serviço, facilitando o recebimento de eventuais recursos identificados posteriormente, sem a necessidade de realizar novos pedidos individuais.


Apesar da facilidade oferecida pelo sistema, o Banco Central reforça a importância de redobrar os cuidados com tentativas de golpes. Criminosos podem utilizar mensagens de WhatsApp, SMS, e-mails e páginas falsas para informar sobre supostos valores disponíveis, induzindo as vítimas a fornecer dados pessoais, senhas bancárias ou realizar pagamentos indevidos.


A autoridade monetária esclarece que não cobra nenhuma taxa para consultar ou solicitar a devolução do dinheiro esquecido, tampouco envia links ou entra em contato com os cidadãos para solicitar senhas e informações bancárias.


Diante do volume bilionário ainda disponível, a orientação é que os brasileiros realizem a consulta exclusivamente pelos canais oficiais. Mesmo quem já verificou anteriormente e não encontrou recursos pode fazer uma nova pesquisa, uma vez que as instituições financeiras atualizam periodicamente as informações encaminhadas ao sistema.


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