Justiça concede liberdade provisória a boxeador investigado por agressão contra ex-companheira
Decisão substituiu prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato com a vítima.

A Justiça do Pará concedeu liberdade provisória ao boxeador Hudson Kayan Costa Botelho, que estava preso sob suspeita de agredir a ex-companheira enquanto ela segurava o filho do casal, um bebê de cinco meses, em Belém.
A decisão, assinada na quarta-feira (5), determinou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares que deverão ser cumpridas pelo investigado durante o andamento do processo.
Entre as determinações impostas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica pelo período de três meses, a proibição de se aproximar da vítima a menos de 100 metros, além da restrição de contato por qualquer meio.
O boxeador também está proibido de frequentar a residência e locais onde a ex-companheira costuma estar. A decisão estabelece ainda recolhimento domiciliar durante o período noturno e nos dias de folga.
Além disso, Hudson Kayan não poderá deixar a Região Metropolitana de Belém por mais de 30 dias sem autorização judicial e deverá comparecer aos atos do processo sempre que for convocado pela Justiça.
Segundo a decisão do juiz Maurício Ponte Ferreira de Souza, da Vara de Violência Doméstica de Belém, a prisão preventiva deixou de ser considerada necessária nesta fase do processo. O magistrado levou em consideração que a denúncia já foi recebida pela Justiça, a defesa do acusado foi apresentada e não houve registro de tentativa de interferência no andamento da ação ou descumprimento das medidas protetivas concedidas à vítima.
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) também se manifestou favoravelmente à substituição da prisão por medidas cautelares, avaliando que as restrições impostas seriam suficientes para garantir a segurança da vítima e o andamento do processo.
Mesmo em liberdade, o boxeador continuará respondendo à ação penal. A audiência de instrução e julgamento está marcada para o dia 7 de outubro, quando serão ouvidas testemunhas e o acusado antes da decisão final da Justiça.
O caso ocorreu em Belém, em junho deste ano, e segue sendo acompanhado pelo Poder Judiciário.




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