Após meses de espera, Justiça marca audiência do caso que abalou o município de Tomé-Açu
Alciely de Almeida Alencar morreu após dias internada em decorrência das agressões. Audiência acontece no dia 21 de agosto, às 12h, na Vara Única do município.

A Vara Única da Comarca de Tomé-Açu realizará, no próximo dia 21 de agosto de 2026 (sexta-feira), às 12h00, a audiência de instrução e julgamento do processo que apura o feminicídio de Alciely de Almeida Alencar, de 31 anos, crime que gerou grande comoção em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, e repercutiu em todo o estado.
Conforme divulgado pelas autoridades e amplamente noticiado pela imprensa, Alciely foi brutalmente agredida pelo então companheiro, Pedro do Nascimento Santana Júnior, no início de março de 2026. Durante as agressões, a vítima sofreu graves lesões, principalmente na região da cabeça, sendo socorrida em estado gravíssimo e encaminhada para atendimento hospitalar. Ela permaneceu internada por cerca de dez dias, lutando pela vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu em decorrência do traumatismo craniano provocado pelas agressões.
A morte de Alciely provocou intensa mobilização popular. O velório e o cortejo de despedida reuniram familiares, amigos e centenas de moradores de Tomé-Açu, em uma manifestação marcada por forte emoção e pedidos de justiça. A repercussão do caso também impulsionou campanhas de conscientização sobre a violência contra a mulher e o combate ao feminicídio.
Agora, o processo avança para uma das etapas mais importantes da ação penal. Na audiência de instrução e julgamento, marcada para 21 de agosto de 2026, às 12h00, na Vara Única da Comarca de Tomé-Açu, deverão ser ouvidas testemunhas, analisadas as provas produzidas durante a investigação e realizados os demais atos processuais previstos em lei, sob a condução do Poder Judiciário.

A imagem que circula nas redes sociais convoca a população para acompanhar esse momento processual e reforça a campanha "Justiça por Alciely", destacando que a busca por responsabilização do acusado representa não apenas um ato em memória da vítima, mas também uma forma de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Com frases como "Não é só por Alciely, é por todas", a mobilização busca manter viva a memória da vítima e conscientizar a sociedade sobre a importância do combate ao feminicídio e da efetiva responsabilização dos autores desse tipo de crime.





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