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Mulher é resgatada após ficar nove dias em cárcere privado no Marajó; companheiro é preso

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
29 de ago.
2 min de leitura

Vítima, que mora em Macapá, teria sido impedida de voltar para casa sob agressões e ameaças. Uma denúncia anônima levou as forças de segurança até a comunidade Furo Grande, em Breves.


Mulher foi resgatada, e homem suspeito foi preso. — Foto: Reprodução / TV Liberal
Mulher foi resgatada, e homem suspeito foi preso. — Foto: Reprodução / TV Liberal

Uma mulher foi resgatada pelas forças de segurança após permanecer nove dias em situação de cárcere privado, na comunidade Furo Grande, zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, no Pará. O resgate ocorreu no sábado (29), depois que uma denúncia anônima informou às autoridades onde a vítima estaria sendo mantida contra a própria vontade.


De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, a mulher é moradora de Macapá, no Amapá, e deveria ter retornado para casa no dia 20 de agosto. No entanto, ela teria sido impedida de deixar o local pelo próprio companheiro, que, segundo o relato apresentado às equipes de segurança, utilizava agressões e ameaças para mantê-la na residência.


A denúncia mobilizou agentes que atuam na Base Fluvial Integrada Antônio Lemos, estrutura da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) responsável por auxiliar no policiamento e nas operações realizadas na região do Marajó.


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Uma equipe do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), com apoio das polícias Civil e Militar, seguiu até a comunidade indicada na denúncia. Ao chegarem ao imóvel, os agentes localizaram a mulher e constataram a situação relatada. A própria vítima confirmou que estava sendo impedida de sair do local.


Após garantir a segurança da mulher, as equipes iniciaram buscas pelo suspeito. O companheiro foi encontrado nas proximidades da residência, recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais.


O homem permaneceu à disposição da Justiça. O caso deverá seguir sendo apurado pelas autoridades competentes, inclusive quanto às circunstâncias das agressões e ameaças relatadas pela vítima e ao período em que ela teria permanecido privada de sua liberdade.


A ocorrência chama atenção também pelas dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança para chegar a comunidades mais afastadas do Arquipélago do Marajó, onde rios e longas distâncias tornam operações policiais e atendimentos emergenciais mais complexos.


 Furo Grande, zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, no Pará. (Foto: Reprodução)
 Furo Grande, zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, no Pará. (Foto: Reprodução)

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-lin Anselmo, destacou que as operações de enfrentamento à violência contra a mulher vêm sendo intensificadas também nas regiões mais remotas do Pará. Segundo o titular da Segup, denúncias da população são fundamentais para que as autoridades consigam identificar situações de violência doméstica e interromper ciclos de agressões.


Neste caso, foi justamente uma denúncia anônima que permitiu às forças de segurança chegar até a vítima e realizar o resgate.


Entre os mecanismos disponibilizados no Pará para mulheres em situação de violência estão o SOS Mulher 190, a Deam Virtual e a Patrulha Maria da Penha. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190.

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