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Novo reajuste da conta de energia no Pará será definido na próxima semana pela Aneel

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
30 de jul.
2 min de leitura

Novo índice tarifário da Equatorial Pará entra em vigor em 7 de agosto; Conselho de Consumidores pede redução do impacto para a população.


Moradores aguardam homologação do índice anual que será repassado às cobranças a partir da primeira quinzena do próximo mês (Cristino Martins / O Liberal)
Moradores aguardam homologação do índice anual que será repassado às cobranças a partir da primeira quinzena do próximo mês (Cristino Martins / O Liberal)

Os consumidores paraenses deverão conhecer na próxima semana o novo percentual de reajuste da tarifa de energia elétrica cobrada pela Equatorial Pará. A definição será feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável por homologar o índice que passará a valer a partir do dia 7 de agosto, data que marca o aniversário do contrato de concessão da distribuidora no estado.


Enquanto a agência reguladora conclui a análise técnica em Brasília, o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) acompanha o processo e defende que o reajuste seja o menor possível, com o objetivo de reduzir os impactos financeiros para os consumidores.


Segundo o consultor do Concepa, Carlindo Lins, o Pará historicamente registra uma das tarifas de energia mais elevadas do país. De acordo com ele, fatores como a grande extensão territorial, as dificuldades de acesso e os custos para manutenção da rede elétrica influenciam diretamente na composição da tarifa.


O representante explica que a operação do sistema de distribuição em diversas regiões do estado exige deslocamentos por vias terrestres, aéreas e fluviais, o que aumenta os custos de manutenção e operação da concessionária.


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Conselho alerta para impactos econômicos


O Concepa afirma que acompanha os estudos técnicos da Aneel e busca sensibilizar o órgão regulador para que o reajuste considere a realidade econômica da população paraense.


Segundo Carlindo Lins, um aumento elevado pode ampliar a inadimplência dos consumidores e incentivar práticas irregulares, como fraudes em medidores de energia.


O consultor também destaca que o custo da energia é apontado como um dos fatores que dificultam a instalação de novos empreendimentos industriais no Pará, especialmente aqueles voltados ao processamento de matérias-primas produzidas no próprio estado.


Na avaliação do conselho, apesar da importância econômica do Pará para o setor mineral e energético nacional, os elevados custos da eletricidade acabam reduzindo a competitividade do estado para receber novos investimentos.


Reajustes variam entre estados


Os reajustes tarifários autorizados pela Aneel variam de acordo com cada distribuidora e levam em consideração fatores como custos de compra de energia, encargos setoriais, investimentos, perdas no sistema e despesas operacionais.


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Em 2026, diferentes estados registraram percentuais distintos. Em Pernambuco, por exemplo, o reajuste médio autorizado para consumidores da Neoenergia ficou em 4,25%, enquanto na Bahia foi de 5,85%.


Já em outros estados, os índices foram mais elevados. A Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste de 12,11%, a CPFL Paulista registrou 12,13%, e a Roraima Energia recebeu autorização para um aumento de 24,13%.


Definição será anunciada pela Aneel


O percentual que será aplicado aos consumidores paraenses ainda depende da aprovação final da Aneel. Após a homologação, o novo índice passará a ser incorporado às contas de energia emitidas pela Equatorial Pará a partir da primeira quinzena de agosto.


Até o momento, a distribuidora não divulgou projeções sobre o reajuste nem comentou oficialmente o processo de revisão tarifária.

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