Pará pode registrar mais de 2,2 mil novos casos de câncer de mama e do colo do útero em 2026
Levantamento do Instituto Nacional de Câncer aponta 1.320 casos de câncer de mama e 900 de câncer do colo do útero no estado; especialistas alertam para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

O Pará poderá registrar 2.220 novos casos de câncer de mama e do colo do útero ao longo de 2026, conforme estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desse total, 1.320 casos são relacionados ao câncer de mama e outros 900 ao câncer do colo do útero. Os números acendem um alerta para a saúde pública no estado e reforçam a necessidade de ampliar o acesso aos exames preventivos, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, especialmente entre mulheres que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado.
Em todo o Brasil, a previsão é de 97.920 novos diagnósticos das duas doenças neste ano, sendo 78.610 casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero. Embora apresentem características diferentes, ambas representam importantes desafios para a saúde feminina e exigem acompanhamento médico regular. Os dados são estimativas de incidência, e não a quantidade de diagnósticos já confirmados em 2026.
Além das projeções de novos casos, os indicadores de mortalidade também preocupam. Segundo informações do Painel de Monitoramento da Mortalidade, do Ministério da Saúde, o câncer de mama provocou 470 mortes no Pará em 2025, enquanto o câncer do colo do útero foi responsável por 438 óbitos no mesmo período. Em 2026, os registros disponíveis apontam 291 mortes por câncer de mama e 270 por câncer do colo do útero no estado. Esses números ainda são parciais e podem sofrer alterações conforme a atualização dos sistemas oficiais de saúde.

A prevenção e o diagnóstico precoce são considerados fundamentais para reduzir as consequências dessas doenças. No caso do câncer de mama, a mamografia é o principal exame utilizado para o rastreamento, permitindo identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. Entre os sinais que merecem atenção estão a presença de caroços nas mamas ou axilas, mudanças na aparência da pele, alterações nos mamilos e feridas que não cicatrizam. A presença desses sintomas não significa necessariamente a existência de câncer, mas exige avaliação de um profissional de saúde.
Já o câncer do colo do útero está fortemente associado à infecção persistente por determinados tipos do papilomavírus humano (HPV). A vacinação contra o vírus representa uma das principais medidas preventivas, juntamente com a realização de exames de rastreamento, como o teste de DNA-HPV e o Papanicolau, conforme as recomendações médicas. Sangramentos vaginais fora do período menstrual, desconforto durante as relações sexuais e dores pélvicas persistentes estão entre os sinais que precisam ser investigados.
Um dos principais desafios enfrentados pelas pacientes é que essas doenças podem evoluir silenciosamente durante as fases iniciais, sem apresentar sintomas perceptíveis. Por esse motivo, especialistas orientam que as mulheres mantenham o acompanhamento regular nas unidades de saúde, respeitando as recomendações de exames de acordo com a idade, os antecedentes familiares e as condições individuais.

Durante a campanha Outubro Rosa, realizada anualmente para conscientizar a população sobre o câncer de mama, profissionais de saúde também destacam a importância da prevenção do câncer do colo do útero. A orientação é que as mulheres procurem as unidades de saúde para receber informações sobre vacinação, exames preventivos e encaminhamentos para atendimento especializado, quando necessário.
Os números projetados para 2026 reforçam a importância de políticas públicas voltadas à saúde da mulher no Pará. A ampliação dos serviços de rastreamento, a identificação precoce de alterações e o acesso oportuno ao tratamento são medidas essenciais para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes.



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