Polícia Civil prende em Belém suspeito de abusar sexualmente de adolescente no Marajó
Investigado teria se aproveitado da relação de confiança no ambiente familiar para cometer abusos de forma reiterada contra a vítima, no município de Salvaterra. Dois aparelhos celulares foram apreendidos durante a operação.

A Polícia Civil do Estado do Pará prendeu, na última quarta-feira (7), em Belém, um homem investigado pela suspeita de praticar o crime de estupro de vulnerável contra uma adolescente no município de Salvaterra, localizado no arquipélago do Marajó.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta realizada por equipes das Delegacias de Polícia Civil de Cachoeira do Arari e Salvaterra, vinculadas à Superintendência Regional dos Campos do Marajó, com apoio da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRBA).
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o investigado, identificado pelas iniciais J.d.R.d.A., era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça após o avanço das investigações sobre os supostos abusos sexuais. De acordo com os elementos reunidos durante a apuração, o homem teria se aproveitado da relação de confiança existente no ambiente familiar para praticar, de maneira reiterada, atos de violência sexual contra a adolescente.
A identidade da vítima foi preservada, conforme determina a legislação de proteção de crianças e adolescentes. Após a realização de diligências para identificar o paradeiro do suspeito, os policiais conseguiram localizá-lo em um imóvel situado na capital paraense, onde foi efetuada a prisão.
Durante a abordagem, o homem foi informado sobre a existência da ordem judicial e os motivos que fundamentaram sua detenção. No decorrer da operação, os agentes também apreenderam dois aparelhos celulares, sendo um iPhone 14 e um iPhone 16, que poderão ser analisados no decorrer das investigações, mediante os procedimentos legais cabíveis, para verificar a possível existência de elementos relevantes à apuração dos fatos.
Após a captura, o investigado foi encaminhado à unidade policial competente, onde foram realizados os procedimentos legais necessários ao cumprimento do mandado de prisão preventiva. Em seguida, permaneceu à disposição do Poder Judiciário.
O caso é investigado como possível estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, cuja pena pode variar conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.

A prisão preventiva possui natureza cautelar e não representa condenação definitiva, sendo necessária a continuidade dos procedimentos investigativos e judiciais para a apuração da responsabilidade criminal do suspeito.
A Polícia Civil destacou que mantém ações permanentes de enfrentamento aos crimes contra a dignidade sexual, especialmente aqueles praticados contra crianças e adolescentes, reforçando a importância das denúncias para identificar possíveis agressores e interromper situações de violência.
Informações que possam contribuir com investigações dessa natureza podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. A instituição também ressalta a necessidade de preservar a identidade das vítimas, evitando sua exposição e garantindo a proteção de seus direitos durante todas as etapas da investigação.




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