Polícia Civil fecha cerco contra violência à mulher e prende quatro no Marajó
Prisões em apenas 48 horas ocorreram em quatro municípios e envolveram agressões, ameaças, violência psicológica e descumprimento de medida protetiva.

A Polícia Civil do Pará realizou, em apenas 48 horas, quatro prisões em flagrante por crimes praticados em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher em diferentes municípios do Marajó. As ações ocorreram nos dias 3 e 4 de agosto de 2026, em Cachoeira do Arari, Salvaterra, Ponta de Pedras e Muaná.
As prisões foram realizadas pelas unidades vinculadas à 5ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP) – Marajó Oriental, com apoio da Polícia Militar em parte das ocorrências. Os casos envolveram denúncias de agressões físicas, ameaças, violência psicológica e descumprimento de medida protetiva de urgência.
O balanço evidencia a atuação das equipes policiais em uma região marcada por grandes distâncias e desafios de deslocamento entre os municípios, com respostas realizadas logo após as denúncias e comunicações das vítimas.
Cachoeira do Arari: suspeito é preso após ameaça e tentativa de agressão
A primeira prisão ocorreu durante a madrugada de 3 de agosto, por volta das 3h30, em Cachoeira do Arari. Após uma denúncia recebida pelo telefone funcional da unidade, equipes das polícias Civil e Militar foram até o local para averiguar a situação.
Segundo a Polícia Civil, o investigado teria tentado agredir fisicamente a companheira, mas a ação não foi consumada devido à intervenção de terceiros. O homem também teria ameaçado a vítima.
Ele foi preso em flagrante e autuado por tentativa de lesão corporal qualificada em razão da condição de mulher, além do crime de ameaça.
Salvaterra: homem é preso por descumprir medida protetiva
Horas depois, por volta das 13h33, uma nova prisão foi realizada em Salvaterra.
A vítima procurou a Polícia Civil e informou que o ex-companheiro estaria descumprindo uma medida protetiva de urgência concedida pela Justiça em junho de 2026. Conforme o relato, o homem estava ocupando a residência da mulher e se recusava a deixar o imóvel.
Após averiguar a denúncia, a equipe policial deu voz de prisão ao suspeito pelo crime de descumprimento de medida protetiva de urgência, previsto na Lei Maria da Penha.
Diante das circunstâncias apresentadas, a autoridade policial também representou pela prisão preventiva do investigado, considerando o risco apontado à vítima e aos filhos menores.

Ponta de Pedras: vítima relata socos, chutes, tapas e mordida
A terceira prisão ocorreu no dia 4 de agosto, por volta das 13h30, em Ponta de Pedras.
A vítima compareceu à delegacia e relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro com tapas, socos, chutes e uma mordida. Ela também informou ter sofrido ofensas e outras condutas que teriam provocado intenso abalo emocional.
A Polícia Civil iniciou as diligências e, com apoio da Polícia Militar, conseguiu localizar o suspeito. Ele foi preso em flagrante sem resistência.
O homem foi autuado pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e violência psicológica contra a mulher.
Muaná: suspeito é localizado após agressões contra ex-companheira
A quarta prisão aconteceu na noite de 4 de agosto, por volta das 19h, no município de Muaná.
Segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que havia ido visitar a filha quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. O homem teria empurrado a mulher ao chão e, em seguida, desferido socos e chutes, provocando lesões.
Uma testemunha ouvida pela equipe policial confirmou a dinâmica relatada. Diante das informações, foram iniciadas diligências e o suspeito acabou localizado e preso em flagrante.
A vítima solicitou Medidas Protetivas de Urgência, e o pedido foi formalizado pela Polícia Civil e encaminhado ao Poder Judiciário.
Quatro prisões em dois dias
As quatro ocorrências foram registradas em municípios diferentes e em um intervalo de apenas dois dias. Após as prisões, os respectivos autos de prisão em flagrante foram formalizados e os custodiados permaneceram à disposição do Poder Judiciário para os procedimentos legais.
As ocorrências também foram comunicadas ao Ministério Público e à Defensoria Pública. Nos casos necessários, os pedidos de medidas protetivas de urgência foram encaminhados à Justiça.
Para a Polícia Civil, o resultado demonstra que as dificuldades logísticas e as grandes distâncias existentes no Marajó não impedem a atuação das equipes diante de denúncias de violência doméstica.
A instituição reforçou que a violência contra a mulher não será tolerada e destacou a importância de as vítimas e testemunhas procurarem ajuda e denunciarem situações de agressão, ameaça ou descumprimento de medidas protetivas.
Denúncias podem ser realizadas pelo Disque-Denúncia 181. Situações de emergência podem ser comunicadas à Polícia Militar pelo 190, enquanto a Central de Atendimento à Mulher funciona pelo número 180.




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