Servidor público é preso suspeito de tentar matar companheira em Portel, no Marajó
Funcionário comissionado da Prefeitura de Portel foi preso após episódio de violência registrado por câmeras de segurança.

Um servidor público comissionado da Prefeitura de Portel, no arquipélago do Marajó, foi preso em flagrante suspeito de tentar matar a própria companheira. O caso aconteceu na segunda-feira (10) e foi registrado por câmeras de segurança instaladas no imóvel.
O suspeito foi identificado como Rangel Caldas Lobo, que exerce a função de supervisor de manutenção na administração municipal. Até a última atualização, a defesa dele não havia sido localizada para comentar o caso.
Segundo as investigações, imagens de segurança registraram o momento em que o homem aparece com uma faca, agride a companheira e faz ameaças contra ela.
De acordo com o relato apresentado às autoridades, a situação teria sido interrompida após a chegada de familiares da vítima. Durante o episódio, a mulher conseguiu se proteger em um dos quartos da residência junto com a filha e pedir ajuda.

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao endereço, constatou que o suspeito havia deixado o imóvel. Os policiais realizaram buscas e localizaram Rangel em uma residência vizinha, onde ele recebeu voz de prisão.
O servidor foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil, onde foram realizados os procedimentos relacionados à ocorrência.
Diante da gravidade do caso e dos elementos reunidos durante o atendimento, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O suspeito deverá responder por tentativa de feminicídio, caso a acusação seja mantida pela Justiça.
Prefeitura se manifesta
Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, onde o servidor é lotado, afirmou repudiar qualquer forma de violência contra a mulher.
A secretaria informou ainda que está adotando as medidas cabíveis e os procedimentos administrativos relacionados ao caso, observando a legislação e os princípios do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência.
O órgão também declarou que não compactua com atos de violência, assédio, discriminação ou desrespeito e reafirmou o compromisso institucional com a dignidade e os direitos das mulheres.
As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes.




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