top of page
  • Instagram
  • Facebook
  • TikTok
  • Youtube

SUS amplia tratamento contra o câncer no Pará com nove novos medicamentos gratuitos

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
há 7 dias
4 min de leitura

Ministério da Saúde anuncia ampliação do acesso a tratamentos de alto custo para diferentes tipos de câncer; previsão é disponibilizar 23 medicamentos até dezembro e beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o Brasil.


Imagem ilustrativa ( Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil )
Imagem ilustrativa ( Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil )

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou, nesta semana, a oferta de nove novos medicamentos de alta tecnologia destinados ao tratamento do câncer, beneficiando pacientes do Pará e de outras regiões do Brasil. A iniciativa, anunciada pelo Ministério da Saúde na terça-feira (20), representa um importante avanço na assistência oncológica da rede pública, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades financeiras para custear tratamentos especializados.


Os medicamentos contemplam 13 indicações terapêuticas, incluindo casos de câncer de mama, próstata, pulmão, estômago, rim e tireoide, além de linfomas e outras doenças oncológicas.


A ampliação faz parte de uma estratégia nacional que prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos até dezembro de 2026. Segundo o Governo Federal, a medida deverá aumentar em aproximadamente 35% as alternativas de tratamento oferecidas pelo SUS, com a expectativa de atender integralmente à demanda pelos produtos contemplados. O investimento estimado para viabilizar o conjunto das medidas chega a R$ 4 bilhões anuais.


Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, utilizado em determinadas situações de câncer de mama, cujo tratamento pode alcançar R$ 366 mil na rede particular. Outro destaque é o pazopanibe, indicado para pacientes com câncer renal metastático, além do trastuzumabe, já utilizado contra o câncer de mama e que terá sua indicação ampliada para determinados casos de câncer de estômago. A disponibilização dessas terapias busca proporcionar melhores condições de tratamento, ampliar a sobrevida e reduzir o risco de recorrência da doença, conforme as características clínicas de cada paciente.


Patrocinador

Inicialmente, os medicamentos serão disponibilizados em 20 centros especializados distribuídos pelas cinco regiões brasileiras, incluindo unidades no Pará. A expectativa do Ministério da Saúde é expandir gradualmente o fornecimento para os demais centros habilitados até o final do ano. Somente essa primeira etapa deverá beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o país, com investimento anual estimado em R$ 155,4 milhões para aquisição dos nove medicamentos.


No Pará, o anúncio foi acompanhado por representantes do Ministério da Saúde durante uma agenda realizada no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém. Na ocasião, o assessor da Secretaria Executiva da pasta, Paulo de Tarso, destacou que a ampliação da assistência oncológica também está relacionada ao compromisso de reduzir o tempo de espera dos pacientes, com metas de diagnóstico em até 30 dias e início do tratamento em até 60 dias.


A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, criado para fortalecer o atendimento especializado na rede pública de saúde. Para organizar a aquisição e a distribuição dos medicamentos, o Governo Federal também estruturou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), com mecanismos específicos de financiamento e fornecimento.


Novos medicamentos atenderão diferentes tipos de câncer


Entre os tratamentos contemplados estão o trastuzumabe, para determinadas situações de câncer de estômago; o abemaciclibe, para câncer de mama; o acetato de lanreotida, para tumores neuroendócrinos; o pazopanibe e o sunitinibe, para determinadas formas de câncer renal; o rituximabe, para leucemia linfocítica crônica e linfomas; a abiraterona, para câncer de próstata; o gefitinibe, para câncer de pulmão; e a alfatirotropina, utilizada em situações específicas do tratamento do câncer de tireoide.


O SUS amplia a oferta de medicamentos contra diferentes tipos de câncer, com indicações clínicas específicasFoto: Canva/ND Mais
O SUS amplia a oferta de medicamentos contra diferentes tipos de câncer, com indicações clínicas específicasFoto: Canva/ND Mais

A indicação de cada medicamento dependerá de avaliação médica especializada, considerando o diagnóstico, o estágio da doença e os protocolos clínicos estabelecidos pelo SUS. A implementação ocorrerá de forma gradual, conforme a organização da rede de atendimento.


SUS também amplia exames para diagnóstico precoce


Além da distribuição dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou o início do fornecimento de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, destinados ao rastreamento do câncer colorretal. Os exames serão implementados gradualmente nas Unidades Básicas de Saúde, com previsão de início em novembro, priorizando capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.


O teste é destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos e permite identificar pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar alterações intestinais e a necessidade de investigação complementar, incluindo colonoscopia.


Outra medida anunciada envolve o investimento anual de R$ 46 milhões para ampliar a realização de cirurgias videotorácicas oncológicas, especialmente no tratamento do câncer de pulmão. A técnica minimamente invasiva pode contribuir para reduzir o tempo de internação e o risco de complicações pós-operatórias.


Patrocinador

O Governo Federal também anunciou reajustes no financiamento de procedimentos oncológicos, incluindo medicamentos intravenosos, tratamentos orais, exames anatomopatológicos e iodoterapia para câncer de tireoide. A proposta é fortalecer a estrutura hospitalar e ampliar a capacidade de atendimento especializado em diferentes regiões do país.


Atenção ao câncer infantil também será fortalecida


Outra novidade é a criação de um grupo de trabalho responsável pela elaboração da primeira linha nacional de cuidado para crianças e adolescentes com suspeita de retinoblastoma, um tipo de câncer ocular que atinge principalmente crianças menores de cinco anos. A iniciativa pretende estabelecer protocolos de encaminhamento, facilitar o acesso aos serviços especializados e favorecer a identificação precoce da doença.


Entre os principais sinais de alerta está o aparecimento de um reflexo esbranquiçado na pupila, que pode ser observado em fotografias ou durante a exposição dos olhos à luz.


Com o conjunto de medidas, o Ministério da Saúde pretende ampliar o acesso aos tratamentos oncológicos, fortalecer a rede pública e reduzir desigualdades na assistência especializada. Para os pacientes paraenses, a expansão representa a perspectiva de acesso a novas opções terapêuticas, embora a disponibilidade em cada unidade dependa do cronograma de implementação e da indicação médica.

Comentários


bottom of page