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SUS prepara oferta de canetas emagrecedoras para tratamento da obesidade

Foto do escritor: SAIBA AGORA PARÁ
SAIBA AGORA PARÁ
18 de set.
3 min de leitura

Ministério da Saúde estuda incorporar medicamentos como a semaglutida à rede pública; prioridade deve ser para pacientes com obesidade grave e outras condições de saúde, mas critérios definitivos ainda serão estabelecidos.


Ministério da Saúde prepara protocolo para incorporar medicamentos como a semaglutida à rede pública e acompanha 250 pacientes com obesidade grave.  
Ministério da Saúde prepara protocolo para incorporar medicamentos como a semaglutida à rede pública e acompanha 250 pacientes com obesidade grave.  

As chamadas canetas emagrecedoras poderão passar a fazer parte do tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde confirmou que trabalha para disponibilizar gratuitamente medicamentos dessa classe na rede pública, mas a oferta não será indiscriminada e dependerá de indicação médica, critérios clínicos e acompanhamento profissional.


A iniciativa envolve medicamentos conhecidos como agonistas do receptor GLP-1, grupo que inclui a semaglutida. Essas substâncias têm sido utilizadas no tratamento da obesidade e atuam, entre outros mecanismos, na regulação da saciedade e do consumo alimentar.


Apesar do anúncio, as canetas ainda não estão disponíveis de forma geral nos postos de saúde do país. O Ministério da Saúde trabalha na elaboração de um protocolo que deverá estabelecer quais pacientes terão indicação para receber o medicamento, como será realizado o acompanhamento e quais condições clínicas serão consideradas para acesso ao tratamento.


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Quem poderá receber pelo SUS?


Os critérios definitivos ainda não foram divulgados. Atualmente, um dos principais grupos estudados é formado por pacientes com obesidade grave ou obesidade associada a outras doenças, especialmente pessoas que possuem indicação para cirurgia bariátrica.



A intenção do Ministério da Saúde é utilizar as canetas como ferramenta de tratamento para pacientes que realmente apresentem necessidade clínica, e não como alternativa para emagrecimento exclusivamente por finalidade estética.


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que também estão sendo avaliados os efeitos do tratamento em pessoas com obesidade e problemas cardiovasculares, além de outros grupos específicos de pacientes.


Estudo acompanha 250 pacientes


Para definir como esse tipo de tratamento poderá ser incorporado à rede pública, o Ministério da Saúde acompanha um estudo realizado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.


Batizado de Real-Bari, o protocolo prevê o acompanhamento de 250 pacientes atendidos pelo SUS com obesidade grave ou associada a outras comorbidades. Parte dos participantes possui indicação para cirurgia bariátrica.


O objetivo é avaliar a segurança e os resultados da utilização da semaglutida nesses pacientes e verificar, entre outros aspectos, se o tratamento medicamentoso pode controlar a obesidade e melhorar as condições de saúde de pessoas que aguardam cirurgia.


250 pacientes atendidos pelo SUS com obesidade grave ou associada a outras comorbidades.  (Foto: Reprodução)
250 pacientes atendidos pelo SUS com obesidade grave ou associada a outras comorbidades. (Foto: Reprodução)

Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro paciente acompanhado pelo programa, que estava na fila para cirurgia bariátrica, perdeu seis quilos e apresentou redução da circunferência corporal. O resultado, porém, é individual e não representa ainda uma conclusão geral do estudo.


Produção nacional pode ajudar a reduzir custos


Outro ponto considerado pelo governo é a ampliação da produção nacional desses medicamentos. O Ministério da Saúde informou que o país já conta com 14 produtos registrados para o tratamento da obesidade dentro desse segmento e vem estimulando a fabricação no Brasil.


Em julho, a Anvisa registrou cinco novos medicamentos à base de semaglutida. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência e da produção nacional é vista como uma forma de aumentar a oferta e contribuir para a redução dos preços.


Quando as canetas estarão disponíveis?


Por enquanto, não há uma data definida para que pacientes possam retirar as canetas emagrecedoras regularmente nas unidades do SUS em todo o Brasil.

O governo ainda precisa concluir etapas técnicas relacionadas à incorporação, estabelecer o protocolo clínico e definir exatamente o público que poderá ter acesso gratuito ao medicamento.


Dessa forma, o anúncio não significa liberação imediata das canetas para qualquer pessoa que queira emagrecer. A futura oferta deverá ser direcionada a pacientes com indicação clínica e acompanhamento médico, seguindo regras que ainda serão oficialmente estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

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