Bolsa Família vai aumentar: veja quando começa o pagamento do novo valor de R$ 691
Reajuste de aproximadamente 15% entra na folha de outubro; benefício médio poderá chegar a R$ 777 e adicionais pagos a crianças, gestantes e jovens também serão atualizados.

O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira, 17 de setembro, o reajuste dos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo destinado a cada família passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.
Os novos valores começarão a ser pagos no dia 19 de outubro de 2026, seguindo o calendário regular do programa, organizado conforme o último número do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário.
De acordo com o governo, a correção corresponde à reposição da inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde março de 2023, quando o programa foi relançado, até agosto de 2026.
Benefícios adicionais também serão reajustados
Além do valor mínimo garantido por família, os pagamentos complementares destinados a determinados grupos também terão aumento.
O adicional pago por criança de até 7 anos passará de R$ 150 para R$ 173. Já os benefícios de R$ 50 destinados a gestantes, lactantes, crianças e adolescentes com idade entre 7 e 18 anos subirão para R$ 58.
Com isso, o valor total recebido continuará variando de acordo com a quantidade de integrantes e a composição de cada núcleo familiar. Famílias com crianças, adolescentes, gestantes ou lactantes poderão receber uma quantia superior ao piso de R$ 691.
Quando o novo valor será pago?
O reajuste entrará em vigor na folha de outubro. O primeiro pagamento com os valores atualizados está previsto para 19 de outubro de 2026.
Os depósitos continuarão sendo realizados de forma escalonada, de acordo com o final do NIS. Os beneficiários poderão consultar o valor atualizado e a data de pagamento pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem, além dos demais canais oficiais da Caixa Econômica Federal.
Quem pode receber o Bolsa Família?
As regras de acesso ao programa permanecem, inicialmente, sem alterações. O Bolsa Família é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal que atendam aos critérios de renda estabelecidos.
Atualmente, a principal regra é que a renda mensal por pessoa da família seja de até R$ 218. A inscrição no Cadastro Único, entretanto, não garante a entrada imediata no programa, pois a concessão depende da análise das informações apresentadas e da disponibilidade orçamentária.
Impacto nas contas públicas
Segundo estimativas apresentadas pelo Governo Federal, o reajuste terá impacto de aproximadamente R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026. Para 2027, o custo adicional projetado é de cerca de R$ 22 bilhões.
A equipe econômica afirma que a atualização será realizada dentro das regras fiscais e sem aumento da despesa global prevista para este ano. Para o orçamento de 2027, serão necessários ajustes na proposta já encaminhada ao Congresso Nacional.
Anúncio ocorre próximo às eleições
O reajuste foi anunciado a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 4 de outubro. A proximidade entre a medida e a votação gerou repercussão no cenário político nacional.
O Governo Federal, no entanto, nega motivação eleitoral e sustenta que o aumento representa apenas a recomposição da inflação acumulada desde 2023.
A equipe econômica também afirma que a medida foi planejada com responsabilidade fiscal e será custeada com recursos já disponíveis no orçamento.
Com o reajuste, milhões de famílias atendidas pelo programa deverão receber os novos valores a partir de outubro.




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